Convido você, amigo leitor, a refletir: Quantas ligações por semana você recebe de empresas oferecendo produtos e serviços? Pergunto ainda: Você deu o número do seu celular ou do telefone de sua residência para alguma dessas empresas? Estas pessoas que nos ligam não nos conhecem, não sabem o que precisamos, encontram nossos nomes em catálogos telefônicos ou compram cadastros de clientes de outras empresas e assim somos obrigados a atendê-los, invadindo nossa privacidade.
E ao receber a ligação, não adianta tentar explicar que você não precisa de cartão de crédito. Afinal, você já possui conta bancária, talão de cheques e cartão de débito, ou simplesmente não tem o hábito de fazer compras parceladas, não pode ou não quer pagar anuidade do cartão, enfim, você não se encaixa nesse perfil.
Mas não se iluda, estes argumentos não são suficientes para convencer o vendedor. Ele continuará seguindo o seu roteiro decorado de vantagens que o produto oferece e não vai se cansar até que você diga “Obrigado, até logo!” e desligue o telefone chateado com a indelicadeza que cometeu.
Porém, se você se render aos apelos do vendedor e acabar adquirindo o tal cartão de crédito e depois de seis meses você quiser desistir (afinal, uma das grandes vantagens eram os seis meses de anuidade grátis), prepare-se para uma nova maratona. Você vai falar com várias pessoas até encontrar aquela que tem autoridade para realizar o cancelamento, mas antes disso ele vai tentar vendê-lo novamente, narrando aquele rol de vantagens imperdíveis.
O mesmo ocorre com aqueles que ligam oferecendo empréstimos pessoais, assinaturas de revistas, seguros, etc. etc. etc.
E o mais importante é que no meio da conversa o vendedor lhe pede para informar o nome completo, endereço e CPF. Com tantos golpes divulgados na mídia, você se sente seguro ao passar estas informações?
É por isso que sinto falta do tempo que recebíamos as propagandas impressas via postal e tínhamos liberdade de lê-las quando quiséssemos, estudando as propostas com calma e assim tomar uma decisão mais acertada.
Fernanda Martins de Barros - estudante