Reginópolis – A cidade de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) tem novo prefeito desde a tarde de ontem, quando assumiu o cargo o então presidente da Câmara Municipal Adécio Guandalin (PPS), 55 anos. Por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, Guandalin assume no lugar do prefeito Claudemiro Undiciatti (PSDB), que teve o mandato cassado pelo TRE sob a acusação de abuso de poder econômico e corrupção eleitoral nas últimas eleições municipais. Conforme matéria do JC no último dia 6, além de Undiciatti, o Tribunal determinou a perda dos mandatos do vice-prefeito Marco Antônio Martins Bastos (PSDB) e da vereadora Lígia Cruz Cardoso (PHS). À cassação de mandato cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), medida que seria formalizada por Undiciatti e por Bastos. O JC tentou contato telefônico com Undiciatti, mas o celular estava na caixa postal.
A diplomação de Guandalin ocorreu ontem no Fórum da Comarca de Pirajuí, em cerimônia comandada pelo juiz eleitoral Fábio Correia Bonini. Imediatamente, o novo prefeito tomou posse do cargo na Prefeitura de Reginópolis para um mandato de pouco mais de 1 ano e nove meses. Segundo Guandalin, suas prioridades são retomar ações no setor da saúde, educação, recuperação de estradas e pontes.
Surpreso, o novo prefeito comemorou a reviravolta em sua curtíssima trajetória política. “Fiquei dois anos como vereador, dois meses como presidente da Câmara e agora sou prefeito, tudo no primeiro mandato. São coisas que acontecem e que você não espera”, salienta. O JC apurou que o cargo de vice-prefeito não terá ocupante.
Guandalin se elegeu em 2004 em seu primeiro mandato como vereador. Em dezembro do ano passado conseguiu se eleger presidente da Câmara Municipal, apenas dois anos após iniciar na vida política. Ele ganhou a Mesa Diretora do Legislativo ao lado dos vereadores Luiz Eduardo Mazoca (PMDB), Irineu Amarins (PDT), João Batista Bento (PL) e Maris de Cássia (PMDB).
Ex-prefeita
Havia uma expectativa nos meios políticos e jurídicos de Reginópolis que o TRE determinasse que a ex-prefeita Carolina Araújo de Sousa (PMDB) assumisse no lugar de Undiciatti. Ela propôs a ação de impugnação de mandato que levou à cassação do prefeito e vice eleitos em 2004. Souza perdeu o pleito eleitoral por uma diferença de 55 votos para Undiciatti, que obteve 50,79% dos votos válidos (1.754). Em seu recurso, a ex-prefeita acusou Undiciatti, seu vice e a vereadora por doações de cestas básicas com material de propaganda política (camisetas e folhetos), fornecimento de medicamentos, de atestados e consultas médicas e de transporte gratuito de eleitores em troca de votos. Na Comarca de Pirajuí, que responde por Reginópolis, a ação de impugnação de mandato não foi aceita pelo juiz. O TRE, segunda instância, acolheu o pedido de Souza.