Polícia

14 câmeras ‘vigiam’ prédio da PM

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Desde o início da semana, o prédio do comando do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), no Jardim Colonial, está protegido por 14 câmeras do lado externo que fazem parte de um sistema de segurança por videomonitoramento. Um sistema parecido já foi implantado na Base Comunitária Sul, que fica na praça Portugal, no final do ano passado. Ontem, a PM convocou a imprensa para explicar como ele funciona.

As imagens captadas pelas câmeras fixas são enviadas para um software de computador que as armazena por 30 dias. O sistema funciona 24 horas por dia e sempre é acompanhado pelo monitor de uma televisão por pelo menos um policial.

O prédio está ‘protegido’ em um raio de aproximadamente 500 metros, inclusive com vigilância para a avenida Edmundo Coube, onde fica a entrada do câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“A partir da agora, se o prédio sofrer alguma invasão ou atentado, será possível selecionar as imagens e identificar os suspeitos”, explica o comandante do 4.º BPMI, tenente-coronel Pedro Batista Lamoso.

A preocupação com a proteção e segurança de seu próprio patrimônio institucional é reforçada devido às ameaças de atentados das facções criminosas contra a corporação. Em janeiro do ano passado, por exemplo, a Base Comunitária Noroeste da Polícia Militar (PM), na Bela Vista, recebeu uma ligação telefônica informando que sofreria um atentado. Na ocasião, um dos suspeitos de ter feito a ameaça, ao ser perseguido, atirou contra os policiais, mas não chegou a acertá-los.

O sistema de segurança foi doado pelo Grupo Nelson Paschoalotto, inclusive a manutenção das câmeras. O empresário não divulgou o custo do sistema, mas disse que a iniciativa é em prol da segurança da comunidade. “Os policiais fizeram o projeto e a empresa apenas doou as câmeras e as adequou de acordo com a necessidade deles”, explica Paschoalotto.

Futuramente, o sistema de segurança por vídeo poderá ser acompanhado via Internet. “De casa, poderemos ver as imagens em tempo real pelo computador”, explica Lamoso. Ele disse que ainda não há previsão de instalar o sistema online na corporação.

Outras bases

Além do prédio do 4.º BPMI e da Base Comunitária Sul, outras duas bases – Centro e Oeste – também deverão inaugurar o sistema de vigilância nos próximos 15 dias. Lamoso informou que quatro câmeras já estão em fase de teste na Base Comunitária Centro, inclusive monitorando a praça Machado de Mello. Na Base Comunitária Oeste, funcionarão duas câmeras.

“É uma tendência da polícia destinar mais policiais para atenderem ocorrência na rua e informatizar a vigilância nas bases”, diz Lamoso. No caso do prédio do 4.º BPMI, seriam necessários entre seis e oito PMs para fazer a vigilância externa. Com as câmeras, esse número baixou para dois policiais.

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Conseg

Ficou marcado para a próxima terça-feira, às 16h, no gabinete do prefeito a reunião para apresentação do projeto de monitoramento por câmeras nas sete quadras o Calçadão da Batista. A reunião será entre integrantes do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, da Associação das Empresas do Calçadão (AEC) e da Polícia Militar (PM) e o prefeito Tuga Angerami (sem partido).

O grupo ainda vai estudar a melhor forma de instalar o sistema, mas a idéia inicial é que todas as quadras do Calçadão e as praças Machado de Mello e Rui Barbosa sejam cobertas pelas filmagens. Lamoso também disse ontem que a vigilância pode se estender até a rua 1.º de Agosto e avenida Getúlio Vargas.

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Big Brother

Durante a apresentação do sistema de segurança, o tenente-coronel Pedro Batista Lamoso comparou a vigilância 24 horas por dia com o programa televisivo Big Brother Brasil.

“A PM não é nenhum Big Brother, mas tem que estar avançada tecnologicamente para acompanhar a criminalidade”, disse.

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