Bagdá - Dois ataques suicidas envolvendo gás cloro mataram dois policiais e feriram cerca de 350 pessoas na cidade de Falluja (a 69 quilômetros de Bagdá), incluindo seis soldados dos EUA, informou ontem o Exército norte-americano em nota. Em Ramadi (a 100 quilômetros de Bagdá), outro ataque menor também envolveu o uso gás cloro, ferindo um soldados norte-americano e um civil iraquiano.
Os ataques aumentaram a preocupação dos EUA em relação à crescente utilização da arma química no país. Segundo declaração dos EUA, “suicidas usaram gás cloro contra iraquianos na Província de Anbar cinco vezes desde 28 de janeiro’’.
O gás provoca queimaduras e, se aspirado em doses concentradas, pode ser fatal. No mês passado, militares americanos descobriram uma oficina perto de Falluja onde a Al-Qaeda produzia bombas caseiras e na qual foram encontrados cilindros de gás cloro.
As explosões, ocorridas ontem, foram executadas com um intervalo de 40 minutos. As vítimas, relatou o Exército, foram encontradas com sintomas que variavam de queimaduras na pele, problemas respiratórios e vômito. Os ataques marcam a luta crescente na Província de Anbar - território dominado por insurgentes anti-EUA desde 2004 -, apesar das tentativas norte-americanas e iraquianas de controlar a região.
Anteontem, a guerra motivou inúmeras manifestações nos Estados Unidos, na Turquia e na Grécia. Em Washington, centenas de cristãos rezaram pela paz na catedral da cidade, dando início a um final de semana que deve ser marcado por protestos em relação ao quarto aniversário da Guerra do Iraque, que teve início em 20 de março e já matou 3.200 militares norte-americanos.
Também na Capital dos EUA, milhares de pessoas, entre críticos e entusiastas da Guerra do Iraque, participaram de manifestações. Cada grupo, posicionado em lados opostos de uma avenida, gritava contra o outro. Os manifestantes contra a guerra carregavam cartazes em que se lia “EUA fora do Iraque agora’’ e dançavam ao som de Stevie Wonder. Os que estavam lá para apoiá-la tocavam hinos de batalha.
Ontem, os organizadores do protesto tinham permissão para reunir 30 mil pessoas em uma marcha que estava marcada para percorrer o caminho entre o Memorial dos Veteranos do Vietnã ao Pentágono. A polícia informou que 222 foram presas até a manhã de ontem. Manifestações menores eram esperadas em diversas outras cidades dos Estados Unidos.