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Aterro tem fôlego de alguns meses

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda resta um pequeno fôlego à terceira camada de lixo do aterro sanitário de Bauru. A previsão é que ela esteja saturada até o meio deste ano. Até meados de 2006, o cálculo de lotação apontava para o início de 2007.

O tempo corre contra a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que só terá autorização para operar a quarta camada de detritos após instalar uma lagoa de contenção de chorume (líquido da decomposição).

Revestida com manta impermeável, ela custará aos cofres públicos cerca de R$ 200 mil, segundo o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri. “Já estamos com o buraco aberto. Precisamos apenas comprar o material”, explica. Com tudo pronto, a Emdurb recorrerá à Secretaria Estadual do Meio Ambiente para solicitar autorização para trabalhar com a quarta camada no aterro.

Quando ela estiver funcionando, uma empresa será contratada para retirar o chorume da lagoa, assim que o líquido atingir toda a profundidade.

Atualmente, o aterro já dispõe de uma lagoa, mas instalada de forma precária. Depois, contará com uma segunda lagoa, também implementada a partir dos critérios estabelecidos pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A segunda lagoa será utilizada em casos de urgência, nas ocasiões em que a primeira apresentar algum problema.

Até que todo o projeto seja implementado, o aterro continuará recebendo as cerca de 200 toneladas de lixo por dia para serem acondicionadas na terceira camada. Se a camada chegar à saturação, o sistema entra em colapso e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) pode proibir o encaminhamento de detritos para o local.

“Mas nós não admitimos essa possibilidade”, garante o presidente da Emdurb. Numa situação dessas, o município teria de transportar o lixo recolhido aqui para outra cidade da região, sendo que os aterros mais próximos estão a aproximadamente 150 quilômetros de distância.

Investimento

Para instalar um novo aterro, a administração municipal teria de desembolsar cerca de R$ 5,6 milhões.

Neste caso, ele também deveria ser revestido com manta impermeável de material semelhante a vinil (gel-membrana de PVC), assim como a lagoa de chorume.

Atualmente, o aterro é impermeabilizado com piche, como previa o método antigo. A área, no entanto, está garantida, se a ampliação for necessária.

Os atuais 150 mil metros quadrados do aterro estão situados num terreno doado pelo Estado, cuja extensão chega a dois milhões de metros quadrados.

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