Tribuna do Leitor

Abertura dos bingos


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Li, na coluna do Leitor, que uma engenheira está revoltada porque não consegue abrir uma casa de bingo. Não tenho nada com isso, mas cabe algumas considerações. Meu Deus! Vivemos num País complexo, com mais problemas prementes, por que esta engenheira não usa seus conhecimentos e capacidade para empreender atividades que dêem mais empregos, resultados e satisfação para o comunidade? Se bingo fosse mesmo uma atividade útil, e de grande alcance social, com certeza, os poucos bingos que ainda funcionam não estariam funcionando com base nas discutíveis liminares (espero que em breve todas sejam cassadas). Em País pobre como o Brasil, bingos são fomentadores de muitas desgraças e dificuldades para seus frequentadores, que, na maioria, são aposentados do INSS e recebem, no máximo, três salários mínimos por mês. Eles, sem perceber, passam a pertencer ao rol dos jogadores compulsivos e deixam de suprir suas casas com produtos básicos, dentre os quais remédio, para sobrar alguns trocados e deixá-los nas casas de bingo. Pobre País.

Minha cara e desconhecida engenheira, pelo amor de seus filhinhos, use seus conhecimentos e capacidade para fazer algo que possa ser útil para você e para a sua comunidade. Que tal usar seus conhecimentos para desfavelar Bauru? Ou, ainda, verificar junto ao prefeito, por que algumas quadras da rua Salvador Cacciola está com asfalto só até o meio da quadra. Com certeza, você irá conquistar um cantinho no céu, deixando seu cantinho do inferno que já está reservado para outras pessoas. Talvez para o dono de algum bingo que ainda esteja funcionando em Bauru. Beijos no seu coração.

Rinaldo Ricci

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