São Paulo - Com a trégua dada polo mercado financeiro global, o real retomou sua trajetória de apreciação e alcançou seu menor patamar de 2007. Ontem o dólar fechou vendido a R$ 2,077, em baixa de 0,10%. A cotação de ontem é a mesma registrada em 21 de fevereiro. Abaixo desse, apenas o nível em que a moeda americana era negociada em maio de 2006. A abertura ontem de uma nova operação para o Tesouro captar recursos no mercado internacional favoreceu a continuidade da desvalorização do dólar. No mês, a moeda americana registra recuo de 2,03% diante do real.
Sem tensões para elevar a cautela dos investidores, as atuações do BC - que compra dólares das instituições financeiras praticamente todos os dias - têm se mostrado inócuas. No máximo, têm evitado que o real se aprecie mais rapidamente.
Oficialmente o BC tem adquirido dólares para recompor as reservas internacionais do país. Para muitos analistas financeiros, a autoridade monetária também tem tentado conter a apreciação do real. O volume adquirido pelo BC neste ano tem sido alto. Mas o dólar registra baixa de 2,76% em 2007. Na última sexta-feira, as reservas internacionais estavam em US$ 106 bilhões.
No fim de 2006, eram de aproximadamente US$ 85 bilhões. Com o dólar retornando a seus recentes menores patamares, voltaram ao mercado especulações sobre possíveis novas medidas a serem tomadas pelo BC para tentar evitar que a moeda chegue aos R$ 2,00. A Bovespa teve alta de 1,46% ontem e foi a seu maior nível desde 26 de fevereiro.
O índice Dow Jones subiu 0,51%. A Nasdaq - Bolsa eletrônica onde são negociadas ações de empresas de alta tecnologia - ganhou 0,58%. O ritmo mais forte de construção de moradias nos EUA, mostrado ontem, aliviou um pouco os temores em relação a problemas enfrentados no setor de financiamento habitacional. O crescimento de 9% nas construções em fevereiro superou as projeções.