Polícia

Bombeiros simulam incêndio no PS

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

O Pronto-Socorro Central, que funciona 24 horas por dia e quase sempre está lotado, ontem pela manhã foi palco de uma movimentação ainda maior: uma simulação de incêndio na farmácia da unidade de saúde, com vítimas. Com a operação, os bombeiros testaram a atuação numa possível ocorrência real de incêndio em locais com grande circulação de pessoas e acesso complicado.

Segundo o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, José Roberto Berber, a possibilidade de incêndio está presente: “Pode acontecer, aqui ou em outro hospital. Precisávamos ter idéia de como o socorro seria prestado se um incêndio acontecesse”, explicou.

Em Bauru, foi a primeira simulação feita em hospitais, segundo a tenente Luciana Soares, comandante do posto de bombeiros de Bauru. Todo o procedimento foi fotografado e uma análise dos erros e acertos será feita posteriormente.

Na simulação, os bombeiros enfrentaram um fogo fictício, que tomava conta de um depósito de remédios. Um carro para o combate às chamas foi estacionado em frente ao almoxarifado e as redondezas do prédio foram interditadas, na chamada delimitação de “zona quente”.

Depois de entrar no prédio e começar o “combate ao fogo”, os soldados removeram as “vítimas” para a chamada “zona morna”, local mais afastado do incêndio, onde o socorro médico é prestado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participou do treinamento prestando “socorro” às vítimas.

“Preparamos uma lona ao lado do prédio “em chamas” para que o primeiro atendimento aos queimados fosse prestado”, afirmou Berber. Numa ocorrência destas, os médicos e enfermeiros do Samu avaliam a situação da vítima e, em primeiro lugar, estabilizam a respiração. Em seguida, é feita a hidratação por soro fisiológico, depois compressas para resfriamento do corpo e aplicação de medicamentos para o alívio da dor.

As duas vítimas simularam queimaduras em níveis leve e grave. Uma delas teria 70% ou mais do corpo queimado. “O atendimento é muito rápido. Daqui, as vítimas são encaminhadas para o Pronto-Socorro ou para a Unidade de Terapia Intensiva de Queimados (UTQ) no Hospital Estadual, dependo da gravidade”, explica Berber.

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