Bagdá - Os poucos funcionários da ONU que trabalham atualmente no Iraque começaram a retornar ao país, gradativamente, a partir de 2004. Mas nem sempre foi assim. Embora a invasão do Iraque, em 2003, tenha ocorrido sem a anuência das Nações Unidas, a entidade chegou a manter uma missão no país, com um quartel-general em Bagdá.
O trabalho desenvolvido pela ONU então era principalmente prestar assistência humanitária aos iraquianos e auxiliar o Conselho de Governo Iraquiano, que trabalhava na elaboração de uma Constituição. Mas, em 19 de agosto daquele ano, um atentado à sede da entidade em Bagdá fez ruir a idéia de que a ONU estava imune à violência, dado que seu trabalho era de ajuda humanitária.
Um caminhão-bomba explodiu diante do edifício, matando 22 pessoas, entre elas o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era o representante especial do secretário-geral Kofi Annan no país. Mais tarde, em outubro do mesmo ano, um outro atentado atingiu a sede da Cruz Vermelha no país, matando 11 pessoas. Em vista desses ataques e de outros atentados, a ONU resolveu tirar do Iraque todos os seus cerca de 600 funcionários estrangeiros.
Em agosto de 2004, a ONU permitiu que um pequeno contingente retornasse a Bagdá e impôs um máximo de 35 funcionários internacionais. O limite tem aumentado desde então, mas o número total de trabalhadores continua relativamente baixo.