Nacional

Aparecida recebe 20 mil visitantes

Folhapress
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São José dos Campos - O Santuário Nacional de Aparecida (167 quilômetros de SP) recebeu cerca de 20 mil visitantes até as 13h de ontem para acompanhar a Via Sacra, os últimos momentos de Jesus Cristo até a sua morte na cruz. A estimativa é da Arquidiocese de Aparecida. A primeira celebração foi às 5h e reuniu 2 mil pessoas no Morro do Cruzeiro.

Na procissão, organizada pela Paróquia de Nossa Senhora de Aparecida (basílica velha), os visitantes subiram o morro para contemplar os 14 momentos que lembram a Paixão e morte de Jesus.

Dentro do Santuário, 10 mil pessoas acompanharam a Via Sacra na celebração das 9h. Mesmo sem sair da basílica, os fiéis seguiram as 14 estações que foram representadas após leitura da passagem bíblica. Outras representações da Via Sacra foram realizadas tanto na basílica como no Morro do Cruzeiro.

À tarde, está sendo realizada, na basílica, a Celebração da Paixão de Cristo pelo arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damasceno, que fará a leitura dos evangelhos que registram os últimos momentos de Jesus até a sua morte. No final da Celebração da Paixão, está programada a procissão do Senhor Morto, quando os fiéis dão uma volta ao redor do Santuário. Hoje, os visitantes poderão acompanhar, às 20h, a Celebração da Vigília Pascal, que relembra Cristo como a luz do mundo que renasce. No domingo serão realizadas durante todo o dia missas da Páscoa do Senhor a partir das 5h30.

Protesto

Uma procissão liderada pelo padre Júlio Lancelotti reuniu cerca de 80 moradores de rua e representantes de pastorais, ontem pela manhã na região central de São Paulo. A caminhada teve início na praça do Patriarca e terminou na catedral da Sé.

Durante o ato, moradores de rua encenaram a Paixão de Cristo. A idéia era chamar a atenção das autoridades e da sociedade em relação a essas pessoas. No caminho, foram lidos trechos da Bíblia. Uma cruz, representando o sofrimento dos excluídos, foi carregada durante o trajeto. Em frente ao Palácio da Justiça, houve protesto, sete pessoas se deitaram ao chão, cobertas por sacos plásticos, lembrando a chacina contra moradores de rua, ocorrida na região central da cidade, em 2004.

O padre Júlio Lancelotti chamou a atenção para a falta de assistência em relação aos moradores de rua, e pediu a todos que acompanhavam a procissão que também se deitassem no chão da praça da Sé. O pedido foi atendido. A caminhada, que acontece há mais de 20 anos, segundo o padre, terminou na frente da catedral e durou cerca de duas horas. "Enfocamos as semelhanças entre o sofrimento de Jesus e o do povo da rua”, disse. A Catedral da Sé, na região central da Capital, também foi palco de uma celebração da Paixão de Cristo, que reuniu 900 fiéis, às 15h de ontem. Em seguida, houve a procissão do Senhor Morto.

Padre Marcelo

No Santuário do Terço Bizantino, em Santo Amaro (zona sul de SP), às 15h, o padre Marcelo Rossi e o bispo dom Fernando Figueiredo celebraram uma missa que reuniu 4 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Embora as atenções estivessem voltadas para o drama vivenciado por Cristo - o bispo deu uma volta pela parte interna do santuário, parando para se referir a cada estação da Via Sacra-, o papa Bento XVI foi citado em todos os sermões.

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