Depois de pedir prazo e solicitar uma série de documentos ao presidente da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, Marcelo Borges (PSDB), o vereador Futaro Sato (PDT) reclamou da postura do tucano em negar a entrega de mais documentos, antes de dar o parecer sobre o pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar possíveis irregularidades no transporte escolar.
Sato acusou o presidente da Comissão de “atitude brutal, antirregimental e ditatorial”. O pedetista se disse abismado com a negativa de Borges em ceder documentos . “Na Comissão de Justiça sempre foi permitido pedir documentos, sem que fosse necessário citar artigos. Pedi informações à Secretaria de Estado da Educação. Será que há problemas? Estão querendo esconder alguma coisa?”, questionou.
De acordo com o vereador, dos 4,6 mil alunos de Bauru, o transporte de apenas mil é de responsabilidade da Prefeitura e 3,6 mil são de responsabilidade do Estado.
Apesar do pedido de abertura de CEI já ter sido encaminhado ao vereador Paulo Martins (PFL), Sato conseguiu mais três dias para analisar os documentos antes de dar o parecer. Até o momento, dos cinco membros da Comissão de Justiça, dois – José Carlos Batata (PT) e Arildo Lima Júnior (PP) votaram favoráveis ao pedido de CEI.
Se houver empate, o presidente da Comissão dá o voto de minerva. Se o pedido de CEI for aprovado pela Comissão de Justiça, segue para decisão em plenário, onde os vereadores decidem se abrem ou não a investigação.
Bate-boca
A indignação de Futaro Sato gerou bate-boca entre ele e o petista José Carlos Batata, que defendeu a abertura da CEI e acusou Sato de tentar manobras para barrar a investigação. “É para responder às suas perguntas que precisamos instaurar a CEI”, disse Batata, dirigindo-se ao pedetista.
Sato respondeu que Batata deveria se preocupar com o partido dele, o PT, tentar barrar a CPI do apagão aéreo na Câmara dos Deputados, além de questionar o PSDB sobre as investigações barradas na Assembléia Legislativa durante o governo Geraldo Alckmin.