Depois de fugir por aproximadamente 12 quarteirões, Marco Antônio Fagnani, 30 anos, foi capturado ontem de manhã na rua São Rafael, no Jardim Redentor, por policiais militares da Força Tática. O homem foi levado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil. Lá, os investigadores descobriram que ele era suspeito de ter cometido cinco roubos e uma tentativa entre novembro do ano passado e anteontem. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso temporariamente.
Por volta das 10h de ontem, os policiais receberam denúncia anônima de que o suspeito de cometer uma tentativa de roubo em um pet shop, anteontem, estava na quadra 1 da rua João Estevão de Souza, no Jardim Carolina. Pelas características descritas – alto, magro, usando boné branco e blusa cinza –, os policiais localizaram o suspeito. Ele estava com uma faca, a que teria sido usada para cometer os roubos.
Fagnani tentou resistir à prisão e mordeu a mão de um dos policiais, mas foi contido. Ele foi reconhecido por ter roubado uma sorveteria em novembro do ano passado e, nos últimos três dias, assaltado duas vezes uma mesma pastelaria, uma padaria e uma loja de materiais de construção. Além disso, de ter tentado roubar um pet shop. Todos os delitos foram na região do Jardim Redentor.
Ele já havia sido condenado por prática de furtos e cumpria pena em regime de albergue domiciliar, no qual o preso pode permanecer durante o dia na rua e dormir em um albergue para detentos, no caso o Instituto Penal Agrícola (IPA). Mas a polícia suspeita que ele não retornava para o IPA à noite.
Segundo o delegado titular da DIG, Abel Cortez, não é raro o criminoso praticar furto e, depois de sair da prisão, migrar para o roubo. Pelo depoimento de Fagnani, o delegado acredita que ele não praticava crimes sozinho. “Estamos à procura de outro suspeito que poderia ser seu comparsa”, disse Cortez.
A Polícia Civil estima que no total, ele tenha roubado aproximadamente R$ 1.300,00. Se condenado, Fagnani pode pegar de quatro a 10 anos de prisão por cada roubo. Com a prisão temporária decretada, o rapaz passará cinco dias (prorrogáveis por mais cinco) na Cadeia Pública de Avaí. Neste período, os investigadores da DIG irão juntar mais provas do crime e pedir a prisão preventiva.