Política

PFL muda nome e Dudu reclama

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

A mudança do nome de PFL para Democratas foi criticada ontem por Dudu Ranieri, presidente local do partido que faz amanhã, a partir das 10h30, nas Faculdades Integradas de Bauru (FIB), mais uma reunião mensal. Criticando o viés autoritário da iniciativa, o empresário e político considera que a decisão foi imposta para os integrantes da legenda em todo o País.

“A rigor, não sei os motivos da mudança do nome. Procurei me informar, pois isso foi decidido de cima para baixo e ninguém consultou as bases. Nunca fui consultado a respeito e nenhum companheiro de partido também. Simplesmente estou acompanhando pela imprensa e acho que eles (da executiva nacional) entendem que está na hora de renovar e mudar a imagem em função dos deputados que o PFL perdeu, que foram oito federais. Mas não é isso que faz perder deputados, e sim o fato deles terem se atrelado ao governo federal para usufruir das benesses que isso propicia”, frisa Ranieri.

A alteração do nome, revela o político, tem atrapalhado até mesmo as novas filiações que a legenda têm recebido. “Nem sei como coloco na ficha, pois precisamos mudar a denominação”, ressalta. As filiações a que se refere Ranieri já integram as atividades de preparação do partido direcionada às eleições de 2008, assunto que será um dos motes da reunião política de amanhã. “Estamos recebendo pessoas novas que pretendem se candidatar a vereador”, disse.

Ranieri acrescenta, ainda, que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de conceder os mandatos aos partidos e coligações e não mais aos políticos também será repercutida no encontro dos “democratas”. “A decisão do TSE é importante e acho muito certo. Sempre fui a favor da fidelidade partidária, mas acho que isso não está longe deles alterarem porque vai atrapalhar a base governista do Lula”, acredita.

O presidente “democrata” garantiu também que a legenda lançará candidato a prefeito em 2008. “Não há muito tempo, pois parece que está longe, mas temos até setembro para definirmos nossa chapa de vereadores e iremos lançar um candidato a prefeito. Fomos muito prejudicados nas duas últimas eleições não lançando candidatos e a chapa proporcional acaba sendo prejudicada porque não pode contar com os votos de legenda. Dessa vez não iremos incorrer no mesmo erro. O que podemos compor é oferecer a vice-prefeitura ou uma coligação proporcional, mas na cabeça de chapa tem de estar filiado ao partido, senão não irá adiantar”, sustenta Ranieri.

Além disso, o empresário não descartou a possibilidade de oferecer seu nome para concorrer à prefeitura. Para isso, afirma que o partido precisa aceitar algumas “exigências”. “Se o partido cumprir o que me prometeu, posso aceitar. Sem isso não é possível, pois não tenho recursos para bancar uma campanha a prefeito, que é cara. No momento, diria que, se me derem as armas e estrutura, topo, mas sozinho como fiz na campanha para deputado, não dá, pois ninguém me ajudou em nada”, salienta Ranieri. E completa:

“Por isso precisamos decidir logo, pois se eu concluir que não terei condições, principalmente do ponto de vista financeiro, vamos atrás de alguém que tenha condições de filiar no partido antes do último dia permitido pela legislação.”

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