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Franklin Martins quer sair da defensiva com a mídia

Folhapress
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Brasília - Momentos depois de assumir a Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins afirmou que governo, oposição e imprensa passaram por uma “crise política monumental” e que agora é hora de estabelecerem uma “relação menos defensiva”.

Ao declarar que Luiz Inácio Lula da Silva dará entrevistas coletivas “em um momento ou outro”, o novo ministro rebateu a afirmação de que o governo tenha intenção de “ideologizar” a imprensa. “Ao contrário, saímos de uma crise política monumental na qual as instituições funcionaram plenamente e a imprensa publicou absolutamente tudo o que quis”, afirmou, acrescentando: “A relação do governo com a mídia deve ser mais fluída, mais tranqüila, mais profissional, menos defensiva. Essa disposição existe no governo.”

Martins, que nos últimos anos foi comentarista político de redes de TV, disse que as eleições serviram como um “freio de arrumação” nos lados envolvidos. “A campanha eleitoral deixou claro que o povo brasileiro quer um debate qualificado das questões públicas, não quer um debate de baixo nível, de acusações. Toda vez que um candidato tentou baixar o nível na campanha, caiu nas pesquisas; toda vez que um candidato recusou um debate na campanha (Lula faltou ao último realizado pela TV Globo no primeiro turno), caiu nas pesquisas”, afirmou.

O novo ministro disse ainda que não cuidará “de cotidiano de publicidade, de agência, de licitação” e que, agora passou de “estilingue a vidraça”.

Transferência de função

Depois da posse, Martins recebeu a transferência da função do até então secretário de imprensa e porta-voz André Singer. “Me sinto orgulhoso de ter feito essa relação melhorar (com a imprensa). Tenho orgulho, enquanto cidadão, enquanto militante político, de ter dado uma modesta contribuição para um governo que ajudou o Brasil a se tornar mais justo”, disse Singer.

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