Um a cada cinco moradores de Bauru têm cachorro, segundo o censo animal concluído no final do ano passado. Quando a população de felinos é acrescentada, a proporção de animais por habitante é de pelo menos um para cada quatro pessoas.
Os números levantados entre setembro e outubro de 2006 pelos 120 agentes de controle de doenças da Secretaria Municipal de Saúde também apontaram que a faixa etária dos animais, em média, é baixa. Não ultrapassa os quatro anos, quando a expectativa de vida chega a 12 anos.
O dado é importante porque, quanto mais jovem é o bicho, mais suscetível a doenças ele é. “A resposta imunológica não é tão boa quanto a de um adulto. Por isso é importante que essa população fique mais velha”, comenta Mário Ramos, veterinário e titular da Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com ele, o animal adulto é mais resistente a doenças como raiva, sarna e leishmaniose. Integrado a uma família que lhe cerque de cuidados, ofereça boa alimentação e vermífugos, por exemplo, é mais difícil que ele torne-se transmissor de doenças a humanos, como é o caso dos cães errantes.
Coleira
Os errantes não foram incluídos na contagem oficial realizada pelo Centro de Controle de Zooneses (CCZ). Também não devem receber as coleiras com as plaquetas de identificação adquiridas pela prefeitura. Para que sejam colocadas gratuitamente nos animais, basta a Secretaria Municipal de Saúde alterar uma cláusula do contrato a ser assinado com as clínicas veterinárias.
Ao todo, 16 estabelecimentos concordaram em instalar gratuitamente as peças nos animais. O trabalho começa no próximo mês, conforme prevê Ramos. As cerca de 50 mil plaquetas terão um número e estarão presas na coleira. Se o animal for achado na rua, a numeração indicará o proprietário e onde ele pode ser localizado.
“Se o CCZ encontrá-lo (o animal) na rua, faz a apreensão e o proprietário vai buscá-lo”, comenta o secretário. Já no caso de abandono, o dono fica sujeito até à multa sanitária por maus-tratos. O objetivo da Secretaria da Saúde, no entanto, é estimular entre a população a posse responsável dos animais.
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Castração
O programa de castração de animais será desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde por meio de um convênio com a Universidade Paulista (Unip). Nos bancos de aula, os veterinários serão capacitados e estarão aptos para participar de mutirões.
Segundo Mário Ramos, uma outra proposta da Secretaria Municipal de Saúde é adaptar a sede das antigas Regionais Administrativas para torná-las próprias para a realização do procedimento que impede a reprodução do animal.