Polícia

Chinês Law Kin Chong volta ao IPA

Da Redação
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Um ano e três meses após deixar Bauru, o empresário chinês naturalizado brasileiro Law Kin Chong, considerado o maior contrabandista do País, voltou para a cidade. Na última quarta-feira, foi transferido da Penitenciária José Parada Neto, de Guarulhos, para o Instituto Penal Agrícola (IPA).

Um habeas-corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu seu direito a progressão e cumprimento da pena no regime semi-aberto. Embora existam 20 instituições para reeducandos no Estado de São Paulo, ele voltou para o município porque, anteriormente, já havia cumprido pena por aqui.

Sua condenação termina em abril de 2008, segundo o diretor do IPA, Gilberto de Assis Oliveira. Mas Chong aguarda uma posição do STF, que analisa pedido de liberdade condicional. Até lá, continuará trabalhando como os outros 1.050 reeducandos do IPA. O empresário que atuava na rua 25 de Março, agora emprega seus esforços no refeitório do instituto onde presta serviços.

Assim como os outros, amanhã ele também terá direito à visita. Chong foi preso pela Polícia Federal (PF) por corrupção ativa em junho de 2004. Na ocasião, ele tinha três shoppings e várias lojas na famosa Galeria Pagé. Os shoppings foram bloqueados pela Justiça a pedido da PF.

A polícia apreendeu com a mulher dele uma agenda com nomes de policiais civis, federais e políticos, além de 11 celulares e cerca de R$ 4 mil. Quatro carros da família também foram recolhidos pela PF numa operação denominada Crepúsculo.

A operação envolveu 70 agentes federais que prenderam ainda três advogados, um contador, um despachante aduaneiro e um funcionário comerciante. Eles foram acusados de operar parte da estrutura da organização.

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