Internacional

Países baixam tom em impasse sobre militares

Folhapress
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Londres - O Irã e o Reino Unido baixaram o tom na controvérsia em torno da detenção de 15 militares britânicos, que já dura dez dias, sinalizando um possível acordo a respeito da questão.

O governo iraniano prometeu parar de divulgar vídeos com imagens dos soldados, enquanto o Reino Unido afirmou que irá discutir maneiras de evitar novos impasses no golfo Pérsico. No entanto, Teerã exige que o governo britânico admita o erro, reconhecendo a suposta invasão marítima.

O Irã acusa o grupo de militares britânicos de invadir suas águas. O Reino Unido nega, dizendo que os militares faziam uma inspeção de rotina em águas iraquianas na região do canal de Shatt al Arab.

Os 15 militares britânicos detidos por forças iranianas há dez dias admitiram ontem terem invadido águas territoriais do Irã, informou hoje a TV estatal de Teerã.

No entanto, segundo a Isna, agência de notícias oficial iraniana, o país não exibirá as imagens das supostas confissões devido à “mudança de postura” do Reino Unido no impasse.

A Isna não detalhou a que tipo de mudança Teerã se refere, mas, no domingo, o ministro da Defesa do Reino Unido, Des Browne, afirmou que seu governo está em “comunicação direta” com Teerã para negociar a libertação dos soldados capturados.

Ontem, o Reino Unido rejeitou as declarações sobre confissões, dizendo que elas são “inaceitáveis”, e reiterando que os militares faziam uma inspeção em águas iraquianas quando foram detidos.

Em Teerã, o chefe do comitê parlamentar iraniano para a política externa e a segurança nacional, Allaeddin Broujerdi, disse que o Reino Unido deveria enviar um representante a Teerã para discutir a questão. “Esta é a única solução”, disse.

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