Política

Sinserm se reúne com servidor da Emdurb

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A assembléia realizada ontem à noite na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) para discutir a campanha salarial 2007 da categoria decidiu, além de repudiar o índice de reajuste salarial proposto pela atual administração, convocar uma nova assembléia, no próximo dia 10, às 7h, com os servidores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

A informação é da diretora do Sinserm, Sônia Carvalho, que considerou que os funcionários da autarquia estão sendo “discriminados”. “Isso porque eles receberam no holerite só 3,12% de reajuste, pois não têm a Funprev (Fundação de Previdência). Só que, como são celetistas, já tiveram aumento nessa alíquota há muito tempo, pois têm o desconto do INSS. Encaramos isso como uma discriminação aos servidores da Emdurb e, assim, marcamos uma assembléia com o pessoal da autarquia. Eles estão muito revoltados com a situação”, frisou Carvalho.

A sindicalista ressaltou, ainda, que a assembléia de ontem demonstrou que a categoria, no momento, está desmobilizada em função da decepção com o governo Tuga. “A categoria não confia mais no governo Tuga e está decepcionada e desiludida de maneira geral com a administração. Por isso, os servidores não estão dispostos a se mobilizarem, pois houve comparecimento pequeno à assembléia”, salientou. E acrescentou:

“Decidimos repudiar o baixo índice de reajuste salarial apresentado (6,21%) e o recebemos sob protesto. Assim, o sindicato vai avaliar, talvez, para uma nova assembléia em maio, que é quando começará a incidir no holerite o aumento do desconto de 8% para 11% da Funprev. Vamos sentir como é que a categoria vai se portar depois disso e, desta forma, nada impede que haja nova mobilização.”

Por fim, Carvalho enfatizou que as negociações não estão encerradas. “Teremos nova reunião com a administração na próxima segunda-feira, às 14h30. Mas como a prefeitura se nega a conversar mais sobre as cláusulas econômicas e a categoria está um tanto desmobilizada, vamos conversar as outras cláusulas específicas, como as sociais. Entretanto, a campanha não está fechada, pois as discussões sobre as econômicas podem ressurgir em maio”, concluiu.

Comentários

Comentários