Tribuna do Leitor

Cora Coralina


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Cora Coralina, espírito de fé, luta e otimismo. Poetisa e mulher, quase um século de vida, um século de trabalho, de amor, de vivências poéticas, de vivência de fé. Cora Coralina, ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ou a Aninha, falecida em 10 de abril de 1985 em Goiás Velho, cidade em que nasceu e que muito amou, Cora Coralina não morrerá jamais, viverá sempre em seus poemas, mensagens de vida e otimismo que deixou às gerações mais jovens.

A própria Cora Coralina dizia quem era ela: “Eu sou a cigarra cantadora do longo estio que se chama vida. Todas as vidas dentro de mim... Sou uma velha raiz caminhando na terra... Trago nas mãos cansadas a tocha olímpica da literatura goiana e faço o possível para que esta tocha esteja sempre vibrante, na posse de Cora Coralina, estendo os braços para o século que vem...”

A tocha nunca vai se apagar e os braços da poetisa estarão sempre estendidos sobre sua terra e sobre a literatura. Ela falava sobre a vida: “Viver, para mim, é compreender, compreender a criatura, o meio, o tempo, compreender para viver e conviver melhor... A vida é boa, e saber viver é a grande sabedoria.”

Cora Coralina foi mulher que soube viver, plantar sementes e transmitir vida e sabedoria aos outros. Cora Coralina, Aninha, mulher ternura, delicadeza; mulher pura, sábia; mulher-Goiás, mulher-Brasil. Seus versos não morrerão jamais. Seu inconformismo, seus anseios de liberdade, sua preocupação social, seu amor aos pobres, aos humildes e ao menor abandonado, tudo isso viverá para sempre em seus poemas. “Não morre na terra a melodia de seu cântico e a música de seus versos”, diz seu epitáfio. “Mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores” (do poema Ressalva, do livro “Poemas dos becos de Goiás e estórias mais”).

Odair Machado - RG 4.969.663

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