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Bauru terá plano preventivo a incêndio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A partir deste ano, Bauru contará com um plano preventivo de estiagem e uma brigada de incêndio. Ao que tudo indica, 2007 será bastante seco por conta das mudanças climáticas. Em pleno outono, a umidade baixa do ar já tornou-se estopim para a grande quantidade de incêndios em mato e áreas verdes.

Ultimamente, em média sete casos por dia mobilizam o Corpo de Bombeiros. Em setembro, período de ápice, o número deve variar de 15 a 20 ocorrências. Para que a situação não fuja ao controle, o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Rodrigo Agostinho (PMDB), convocará uma reunião para discutir as estratégias a serem adotadas.

Serão convocados órgãos como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Juntos, os integrantes também discutirão a criação da brigada de incêndio. “É um item do plano. A brigada é um conjunto de pessoas, funcionários ou não da prefeitura, que vão atuar em casos de emergência (junto com órgãos como Bombeiros e Defesa Civil)”, explica o secretário.

Embora no nome do grupo conste a palavra incêndio, a idéia é que seus membros também colaborem em outras situações, como enchentes, por exemplo. “Na reunião, vamos discutir quais serão nossas estratégias de trabalho, vamos criar uma agenda para que possamos nos preparar. A gente vai cadastrar todo mundo. Ter o contato de quem deveremos recorrer (em caso de necessidade)”, explica.

Com a medida, será mais fácil acionar um caminhão-pipa ou encontrar pessoas e instituições que possam colaborar.

Oficial

Atualmente, a brigada existe de forma não institucionalizada. Alguns colaboradores são eventualmente acionados para auxiliar em determinadas ocorrências. Com sua instituição oficial, haverá inclusive treinamento para brigadistas.

A expectativa é que entre 30 e 40 pessoas participem da iniciativa. Mas para que possam trabalhar, a estrutura necessária será levantada. Segundo Agostinho, no encontro da próxima semana será apurado qual o material necessário para viabilizar o funcionamento. “A brigada já era idéia nossa, mas era para lançarmos em maio, junho. Antecipamos (por conta da grande incidência de ocorrências)”, diz.

Entre as suas propostas, que serão discutidas a partir da próxima semana, está a realização de uma campanha de esclarecimento sobre os riscos e problemas decorrentes do fogo em mato. Para Agostinho, seria interessante, inclusive, uma mudança na legislação de forma que as pessoas flagradas cometendo o ato fossem multadas.

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Avalanche

A grande quantidade de ocorrências de fogo em mato tem relação com as notificações de proprietários de terrenos acionados pela administração municipal para limpar a área da qual são donos. A avaliação é do titular da Semma, Rodrigo Agostinho.

De acordo com ele, parte das pessoas que receberam a notificação em janeiro, fevereiro e março estão atualmente aproveitando o período de seca para atear fogo. “A gente quer agora autuá-los”, explica.

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