Por ter dedicado toda a minha longa vida ao estudo da língua portuguesa, inclusive com suporte do latim e outras neolatinas, é natural que eu saiba um pouquinho mais e, por força da própria profissão, exercida no magistério, ensinando português e neolatinas, detecte erros e tente corrigi-los.
Às vezes sou bem aceita e há até quem me agradeça por esclarecer dúvidas lingüísticas, semânticas e gramaticais e como faço isso profissionalmente há quem me pague para fazê-lo. Mas, tem acontecido também que alguém não goste, se ofenda e até me boicote em publicações em jornais, onde tenho detectado muitos erros (não sei, por exemplo se publicarão esta). Entendi melhor o que acontece, quando li, na Revista Língua Portuguesa, que assino desde a primeira publicada, de número 17 de 2007, ano II, a mais recente, esta declaração de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira: “Só gosto de corrigir pessoas inteligentes, que gostam de aprender; os burros ficam danados quando se descobre uma besteira deles”. É isso mesmo, grande Aurélio, você disse uma verdade lapidar.
Isolina Bresolin Vianna