Política

MPT pede para Emdurb evitar greve

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A rodada de negociação trabalhista no Ministério Público do Trabalho (MPT) realizada ontem pela manhã entre o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural figurou como um apelo da instituição que media os conflitos no setor para que o Poder Público evite a greve e apresente uma proposta que permita a manutenção dos já precários serviços públicos na área de coleta de lixo em Bauru.

Diante da insistência da direção da Emdurb de que não haveria condições de melhorar a proposta de reposição salarial já divulgada pela Prefeitura, de 3,12% de reajuste mais elevação do vale-compra de R$ 132,00 para R$ 160,00, o procurador do Trabalho Rogério Rodrigues de Freitas insistiu para que a direção da empresa negocie uma alternativa. “Eu estou apelando para que a Emdurb tenha em vista que a greve neste momento não vem para penalizar a negociação salarial mas para agravar ainda mais o serviço de coleta de lixo, já bastante precário e sucateado, impondo situação insuportável de caos à sociedade local. Eu insisto para que isso seja evitado”, advertiu o procurador.

Depois de quase duas horas de conversa com as partes, em que ouviu repetições de “não” pela Emdurb, o procurador do Trabalho não se deu por vencido e suspendeu a audiência de ontem para uma nova rodada de negociações hoje, às 15 horas. “A Emdurb precisa vir para negociar pelo menos com o propósito de uma proposta que seja capaz de evitar a greve. Pelo menos nas cláusulas sociais é preciso tentar avançar um pouco, ou ceder em algum ponto. Se a greve acontecer não será uma paralisação normal, será uma medida que vai atingir 360 mil pessoas e é preciso a todo custo tentar evitar”, reforçou Freitas.

Para ajudar a sensibilizar as partes da necessidade de negociação, Rogério Rodrigues de Freitas adiantou que está com a ação do dissídio da categoria pronta. “Mas eu não vou protocolar a ação antes de esgotar qualquer possibilidade de acordo. Se eu entrar vou defender reposição em índices superiores até mesmo aos 6,21% que nem foram alcançados, deixar patente em ata que a Emdurb não aceitou negociar e vou pedir 50% da estrutura de coleta nas ruas mesmo com paralisação. Isso é serviço essencial e eu não vou aceitar manutenção mínima do quadro. A população não merece a greve para um serviço que já está muito precário, ” avisou.

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