Bairros

Conselho da Criança tem R$ 1,7 mi

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Garantir mais vagas para crianças em creches de Bauru, aumentar o número de leitos destinados à desintoxicação para jovens dependentes de drogas e ampliar a rede de atendimento social na cidade. Esses serão os principais destinos da verba de R$ 1,7 milhão que o Conselho Municipal dos Diretos da Criança e do Adolescente (CMDCA) possui para investimentos neste ano. Ontem, na Instituição Toledo de Ensino (ITE), cerca de 200 pessoas se reuniram para prestar contas sobre projetos do ano passado e planejar as ações deste ano.

O valor inclui repasses dos governos municipal, estadual e federal. No ano passado, o conselho empregou R$ 1,2 milhão em projetos e programas para melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes. Entre as atividades, estão capacitação para o trabalho, alimentação, esporte, cultura, lazer e saúde. A verba deste ano é maior por conta do repasse de R$ 700 mil da Fundação Telefônica para um dos projetos apoiados pelo conselho.

De acordo com Andréa Ferrraguti, presidente do CMDCA, o fórum de ontem - que contou com representantes das 70 entidades vinculadas ao conselho, além de profissionais das áreas de educação, cultura, garantia de direitos, saúde, esportes e lazer – não era realizado há dez anos.

Segundo Ferrraguti, uma das principais realizações do conselho foi o financiamento de ações que permitiram o aumento de 250 vagas para crianças em creches de Bauru. “De acordo com o promotor Lucas Pimentel, da Vara da Infância, isso significa que atendemos 10% do déficit”, calcula a conselheira.

Outro projeto destacado por Ferraguti é o “Nenhuma Criança na Rua”, que atendia 66 crianças no início de 2006, terminou o ano com 166 e atualmente conta com 190 meninos e meninas participantes. Até o final do semestre, o projeto deverá dobrar esse número.

____________________

Vagas em creches

Andréa Ferraguti destaca que um dos principais desafios do Conselho da Criança e Adolescente neste ano é atacar a falta de vagas em creches. No início do ano letivo, a Secretaria Municipal de Educação calculou que 1.176 crianças de até 6 anos ficaram fora da escola. A maior parte da demanda reprimida é formada por crianças residentes no Núcleo Leão 13 e na Vila Santa Luzia.

A solução desse problema esbarra na falta de recurso do poder público para a manutenção das salas de aula e para a ampliação do atendimento da rede. “A demanda é muito grande. Temos que repensar e analisar como será possível ampliar o atendimento, dando subsídios para essa ampliação”, pondera Ferraguti.

Outra questão levantada é a necessidade de se aumentar o número de leitos hospitalares destinados ao programa de reabilitação de dependentes químicos. “Foi uma necessidade apontada tanto pela Saúde quanto pelo Conselho Tutelar. Atualmente só existem quatro leitos disponíveis”, conta.

Comentários

Comentários