Garantir mais vagas para crianças em creches de Bauru, aumentar o número de leitos destinados à desintoxicação para jovens dependentes de drogas e ampliar a rede de atendimento social na cidade. Esses serão os principais destinos da verba de R$ 1,7 milhão que o Conselho Municipal dos Diretos da Criança e do Adolescente (CMDCA) possui para investimentos neste ano. Ontem, na Instituição Toledo de Ensino (ITE), cerca de 200 pessoas se reuniram para prestar contas sobre projetos do ano passado e planejar as ações deste ano.
O valor inclui repasses dos governos municipal, estadual e federal. No ano passado, o conselho empregou R$ 1,2 milhão em projetos e programas para melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes. Entre as atividades, estão capacitação para o trabalho, alimentação, esporte, cultura, lazer e saúde. A verba deste ano é maior por conta do repasse de R$ 700 mil da Fundação Telefônica para um dos projetos apoiados pelo conselho.
De acordo com Andréa Ferrraguti, presidente do CMDCA, o fórum de ontem - que contou com representantes das 70 entidades vinculadas ao conselho, além de profissionais das áreas de educação, cultura, garantia de direitos, saúde, esportes e lazer – não era realizado há dez anos.
Segundo Ferrraguti, uma das principais realizações do conselho foi o financiamento de ações que permitiram o aumento de 250 vagas para crianças em creches de Bauru. “De acordo com o promotor Lucas Pimentel, da Vara da Infância, isso significa que atendemos 10% do déficit”, calcula a conselheira.
Outro projeto destacado por Ferraguti é o “Nenhuma Criança na Rua”, que atendia 66 crianças no início de 2006, terminou o ano com 166 e atualmente conta com 190 meninos e meninas participantes. Até o final do semestre, o projeto deverá dobrar esse número.
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Vagas em creches
Andréa Ferraguti destaca que um dos principais desafios do Conselho da Criança e Adolescente neste ano é atacar a falta de vagas em creches. No início do ano letivo, a Secretaria Municipal de Educação calculou que 1.176 crianças de até 6 anos ficaram fora da escola. A maior parte da demanda reprimida é formada por crianças residentes no Núcleo Leão 13 e na Vila Santa Luzia.
A solução desse problema esbarra na falta de recurso do poder público para a manutenção das salas de aula e para a ampliação do atendimento da rede. “A demanda é muito grande. Temos que repensar e analisar como será possível ampliar o atendimento, dando subsídios para essa ampliação”, pondera Ferraguti.
Outra questão levantada é a necessidade de se aumentar o número de leitos hospitalares destinados ao programa de reabilitação de dependentes químicos. “Foi uma necessidade apontada tanto pela Saúde quanto pelo Conselho Tutelar. Atualmente só existem quatro leitos disponíveis”, conta.