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Delegacia de Niterói cobrava propina

Folhapress
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Rio - O superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio, Delci Carlos Teixeira, disse ontem que um dos esquemas descobertos durante as investigações que culminaram na operação Hurricane foi o de cobrança de propina por um grupo de servidores da delegacia da PF em Niterói (RJ) para manter o funcionamento de caça-níqueis.

Segundo Teixeira, chefiados pelo delegado Carlos Pereira, os servidores cobravam R$ 50 mil por mês dos donos de caça-níqueis para não apreender as máquinas; para prejudicar contraventores rivais e para avisá-los caso houvesse alguma operação contra o jogo na região. Durante toda a operação, foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão no Rio, em São Paulo, na Bahia e no Distrito Federal.

No Rio, um dos locais investigados era uma espécie de “fortaleza do jogo do bicho”, ainda segundo o superintendente da Polícia Federal. Lá foi apreendida uma grande quantia de dinheiro supostamente destinada aos pagamentos de propina. O montante ainda não foi contabilizado. Carros e motos de luxo também foram apreendidos.

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