Buenos Aires - As reservas do Banco Central argentino chegaram aos US$ 37,5 bilhões e atingiram seu nível histórico recorde. O dado, além de favorecer o presidente Néstor Kirchner na corrida eleitoral deste ano, permite que ele engrosse seu discurso de desdém absoluto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Senhor (diretor-gerente do FMI, Rodrigo) Rato, deixe de nos criticar porque os argentinos, com nossos próprios meios, estamos saindo (da crise) e certamente não haverá governo argentino que vá pedir ao Fundo orientações nem dinheiro'', afirmou Kirchner, anteontem.
A marca anterior, de janeiro de 2001, antes da crise generalizada, era de US$ 37,38 bilhões. Conforme lembrou o presidente do BC argentino, Martín Redrado, no entanto, em 2001, esse nível foi alcançado durante a chamada operação de “blindagem” financeira do então presidente Fernando de la Rúa, quando valores obtidos para cumprir obrigações relacionadas à dívida externa foram incluídos nas reservas.