Em abril teremos o lançamento de dois planos, um federal e outro estadual, para a educação. Realmente, no mundo atual uma nação para crescer, progredir, se desenvolver, gerar empregos precisa de três coisas, a 1ª é educação, a 2ª mais educação e a 3ª muito mais educação para enfrentar a competitividade. Quem proporciona essa educação são os infelizes professores, verdadeiros heróis que recebem um salário miserável de R$668,00, enquanto uma faxineira diarista pode faturar por mês R$ 960,00, considerando-se em sua remuneração, transporte e alimentação a uma diária de R$ 40,00, sem trabalhar sábado e domingo.
Conta-se que uma professora perguntou para uma faxineira - Quanto você cobra para fazer uma faxina no meu apartamento que é pequeno? Quando a faxineira falou o preço a professora disse:
- Desse jeito eu vou mudar de profissão você quer ganhar mais do que eu.
- Foi por isso que eu mudei, eu também sou professora, explicou a faxineira.
De nada valem esses planos, sem antes dobrar o salário dos professores que, bem pagos, trabalharão com mais entusiasmo, serão mais respeitados. Sem um salário justo para os professores, esses planos tem finalidades eleitoreiras não sairão do papel, ou seja, serão apenas “prosódia per dormitare bovinos”, conversa mole para boi dormir, ou como diz o povão, “papo furado”. Já que teremos um plano federal e um estadual, o nosso prefeito poderia lançar em Bauru o seu plano municipal. Um plano simples, claro e objetivo. Melhoria do salário dos professores, mais permanência do aluno na escola, uma boa merenda, menos alunos por sala, computadores com aula de informática, aulas de inglês e espanhol, todo material escolar gratuito (parceria com empresas), aliás, o prefeito é um infeliz professor. Seu plano poderia servir de padrão nacional. Muitas salas de aula parecem presídios, onde deveria ter 30 alunos, tem 60. O pior desempenho do ensino no Brasil é em São Paulo, o Estado mais rico e o mais pobre em educação.
Blasco Peres Rego