Belo Horizonte - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou ontem que é contra a reeleição e a favor do mandato de cinco anos. Criticou, contudo, o que chamou de “preocupação excessiva com a paternidade” da proposta.
“Quem deverá definir o momento e a forma de encaminhamento dessa questão, se é que ela vai ser encaminhada, são as nossas bancadas na Câmara e no Senado. Essa é a minha opinião. Mas essa não é e nem deve ser uma prioridade do partido.” Ao negar a necessidade de um pai para a idéia, Aécio refutou a tese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que só encamparia a proposta com aval de Aécio e do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Na prática, ninguém quer bancar a tese do fim da reeleição, embora Aécio e Serra -os dois principais presidenciáveis do PSDB em 2010- sejam declaradamente a favor dela. O mineiro disse que a prioridade dos governadores é “administrar seus Estados”. Mas é do deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) emenda com essa proposta, o que foi lembrado por Aécio.
A lembrança sugere que o PSDB já encampa a idéia, embora o líder do partido na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP), tenha dito ontem, após o encontro com Aécio e outros líderes e vice-líderes do PSDB, que “não há posição ainda da bancada e do partido”. Na reunião, o PSDB decidiu não vai aceitar que o governo prorrogue a CPMF e fique com todo o recurso da contribuição.
Eles defendem que Estados e municípios fiquem com 20% e 10%, respectivamente.