São Paulo - Os funcionários administrativos da Polícia Federal (PF) decidiram em assembléia ontem, em Brasília, que vão esperar até a próxima semana para definir se a categoria entra em greve. Na quarta-feira passada, representantes de sindicatos e associações de policiais federais esperaram por mais de duas horas para uma reunião com membros do Ministério do Planejamento, o que não aconteceu.
Paralelamente, os servidores realizaram uma paralisação de 24 horas, afetando a emissão de passaportes, a prorrogação de vistos e o registro de armas, além de serviços internos.
Os sindicalistas também anunciaram para a partir de ontem uma paralisação nacional de três dias. No entanto, na assembléia de ontem, os sindicalistas propuseram à categoria para aguardar por uma reunião para a próxima terça-feira no Ministério do Planejamento. De acordo com a assessoria do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da PF (SINPECPF), o chefe de gabinete do ministro Tarso Genro (Justiça), Ronaldo Teixeira, se reuniu com representantes do sindicato anteontem e marcou uma reunião para a próxima quarta.
Proposta
A categoria aceitou a nova proposta de diálogo com o governo e, uma possível nova paralisação, deve ser definida de acordo com o resultado da reunião no ministério. Além do aumento de 30% nos salários - a previsão era de aumento de 60% em duas parcelas, mas apenas a primeira foi paga - os servidores administrativos da PF exigem, entre outros itens, um plano especial de cargos, o fim das terceirizações e a discussão sobre a participação dos servidores na organização dos Jogos Panamericanos no Rio.