São Paulo - Três instituições bancárias informaram ontem - depois do anúncio de redução da taxa básica de juros, a Selic, para 12,5% ao ano - a redução dos juros em suas linhas de empréstimo.
A partir de hoje, as taxas mínimas no cartão de crédito, crédito direto ao consumidor e no cheque especial do Banco do Brasil caem de 1,96% para 1,94% ao mês. As máximas, por sua vez, vão de 7,66% para 7,64%.
Na Caixa Econômica Federal, a taxa mínima do cheque especial foi reduzida de 2,25% para 1,9%. Nos empréstimos do Construcard (compra de material de construção), os juros mensais serão reduzidos de 1,69%+TR para 1,54%+TR. Já no Bradesco, onde os novos valores valem a partir de hoje, as taxas mínimas do cheque especial caíram de 4,45% para 4,44% e as máximas, de 8,01% ao mês para 7,99%. O juro máximo do crédito pessoal foi reduzido de 5,57% ao mês para 5,55% e a taxa mínima, de 2,66% para 2,64%.
O Bradesco já havia anunciado anteontem a redução da taxa de juros de sua linha de crédito imobiliário, que permite financiamentos por até 20 anos, de 14% para 12,5% ao ano. A taxa mensal, que começou a valer a partir de ontem, passou assim para para 0,98%. O plano de prestações fixas do Bradesco permite o financiamento de até 80% de imóveis (novos e usados) que custem até R$ 350 mil e estejam dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
A principal regra é de que o valor da prestação não supere 30% da renda mensal do cliente. A linha também permite a utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o Bradesco, no ano passado, a carteira de crédito imobiliário registrou empréstimo de R$ 2,1 bilhões - a meta para 2007 é chegar aos R$ 3 bilhões. Ao todo, foram financiadas 19.382 unidades habitacionais.
Em 2006, pela primeira vez na história, os bancos ofereceram mais dinheiro para a casa própria do que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Foram R$ 9,5 bilhões, contra R$ 3,7 bilhões disponíveis no fundo. Ao todo, somando empréstimos concedidos com recursos do FGTS, das cadernetas de poupança e de programas do governo, os bancos emprestaram no ano passado R$ 20 bilhões, valor 48% maior do que o registrado em 2005.
Recorde
O volume de recursos das cadernetas de poupança emprestado para financiamento da casa própria bateu seu recorde histórico em março, indicam números divulgados ontem pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Em valores, no terceiro mês do ano, o SBPE financiou R$ 1,322 bilhão em empréstimo, montante 116% superior ao oferecido em março de 2006. No primeiro trimestre, a soma chega a R$ 2,9 bilhões.
Em março, foram financiados 16.084 imóveis, um crescimento de quase 96% na comparação com março de 2006. No trimestre, o total de unidades financiadas com recursos da poupança atingiu 34,7 mil unidades, superando em 70% o número de imóveis financiados entre janeiro e março de 2006 (20.392).