Queremos respostas, precisamos mudar
Prefeito, durante a campanha eleitoral o slogan “todos juntos por Bauru” foi sua marca registrada. Ainda existe alguma verdade nisso ou foi só uma frase eleitoreira? Prefeito, na disputa pela prefeitura você prometeu, prometeu e prometeu. Não decepcione os 53.000 eleitores que acreditaram em sua palavra. Porque tanta lentidão?
Prefeito, quantos “afilhados políticos” existem na atual administração pública? Qual é o custo em mantê-los? Prefeito, a nossa cidade possui vários problemas: o mato alto, a dengue, as calçadas desniveladas, as ruas esburacadas, o ponto facultativo, a promessa das indústrias, etc. Chega de desculpas, pagamos os nossos impostos, trabalhe, faça acontecer. Quando é que você começará a colocar Bauru no “rumo do progresso”?
Prefeito, saia de seu gabinete e ande por toda Bauru, você verá o quanto a nossa cidade está “suja” e “escura”. Só um detalhe importantíssimo: vá de ônibus, assim talvez você possa melhorar um pouco mais o transporte coletivo da nossa cidade. Será que isso é possível até o final de seu mandato?
Prefeito, secretários municipais, afilhados políticos, façam por merecer seus salários, nós eleitores pedimos maior “comprometimento público”. Será que isso é possível?
Prefeito, vereadores, qual é a verdadeira aparência de Bauru? Vocês têm noção do quanto a nossa cidade está “abandonada”?
Prefeito, vereadores, Bauru precisa de um “governo” que olhe para todos os cidadãos independentemente da classe social. Porque só vemos uma região da cidade favorecida com investimentos e as demais regiões não necessitam de progresso?
Vereadores, para que é “necessário” o terceiro assessor?
Bauruense, as próximas eleições municipais já serão em 2008, chega dos mesmos nomes e de seus afilhados que vivem às custas da política e do poder. Políticos estes que não têm comprometimento público com a população, só prometem e, pior, não cumprem. Por isso precisamos nos organizar melhor coletivamente para acabar de vez com a velha prática da política barata e do individualismo.
Francisco Lemos de Almeida - RG 15.506.742-4
Tapando o sol com a TV
O governo Lula acaba de anunciar a criação de um Ministério da Comunicação Social e de uma rede nacional de televisão estatal. De acordo com o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, "´está claro que será uma rede pública e tratará com destaque questões que canais privados não tratam,como a RAI e a BBC". É de suma ingenuidade acreditar que esta tv, que nada mais é que uma auto-promoção de seu mandato, vá ser diferente. O governo pretende fazer política e ao mesmo tempo aplaudir-se através de sua imprensa estatal. O princípio grego "O governo faz, a imprensa avalia e o público julga" é fundamental!
Obviamente não serão exibidos programas como : O show da corrupção e o BBB dos sem-terra; e novelas O Petista e Pé na maracutaia. O que irá ser transmitido é a idealização do progresso brasileiro e Lula deusificado.
Quem não desliga o rádio na “Voz do Brasil”? Com a tv estatal, será igual.O próprio presidente diz "Não interessa ter meio ou zero de audiência". Essa barbárie precisa ser interrompida, se Lula quer melhorar sua aparência, não basta criar um canal exacerbado de hipocrisia. É necessário melhorar na educação, saúde, segurança, que são princípios básicos; esta sim é a melhor propaganda de futuro.
Bianca M. Lacerda - estudante - RG 45.978.015-3
A leitura modificando vidas
Vivemos em um sistema capitalista que rege o nosso cotidiano. Diariamente nos deparamos com situações por nós consideradas primordiais, que consomem nosso tempo livre e nos impedem de dedicar um tempo exclusivo à leitura, que se mostra uma solução alternativa para diversos problemas sociais que levam à violência.
A leitura encontra-se facilmente extinta, principalmente em periferias. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, publicado no dia cinco de outubro de dois mil e cinco, ao passo que os ingleses e norte-americanos lêem uma média anual de cinco livros, os franceses, sete, os brasileiros, por sua vez, limitam-se a menos de dois. A arte de ler, cujo poder de transformação levaria a jovens de potencial, uma vez que todos o possuem, conhecimento, de valor imensurável, e também uma nova perspectiva de vida, é pouco incentivado pelo governo, limitando-se à propagandas e a bibliotecas públicas, assim como pela sociedade, que embora auxilie com projetos como ônibus-biblioteca esquece da importância de doar livros não mais utilizados, principal meio da propagação da leitura.
A literatura, se incentivada em centros de reabilitações como Febens, modificaria muitas vidas e traria benefícios tanto individualmente quanto coletivamente, erradicando parte significativa da violência. Portanto, é imprescindível que medidas de incentivo e de disponibilidade sejam tomadas pelo Estado, criando novos projetos, e pela sociedade, doando livros não utilizados a instituições responsáveis.
Ricieri Fornazari Filho - estudante
Raízes de nossas dificuldades
No Brasil Império, mesmo com a presença do Poder Moderador exercido pelo monarca, o regime político brasileiro era parlamentarista. Veio a República e, espelhando-se no modelo norte-americano adotado, tornamos uma Federação com governo presidencialista.
O arcabouço jurídico republicano montado foi assim a primeira distorção estrutural da organização política brasileira. No papel e não na prática, saímos de repente, de um governo central, concentrador de poderes e tutor das rendas públicas, para um federalismo descentralizado. Para sustentar esse artificialismo, o governo central delegou algumas de suas prerrogativas para os Estados, quando, originariamente, nos Estados Unidos da América, Estados federados independentes uniram-se, formaram uma União Federativa e lhe delegaram algumas de suas atribuições e os recursos que a atenderia. Um procedimento inverso do nosso processo imperfeito, que nunca permitiu no Brasil a eliminação da dependência econômica dos Estados em relação à União, detentora da maior parte dos recursos públicos arrecadáveis. E mais dependentes ainda ficaram os municípios.
Assim, as províncias transformaram-se em Estados e foi constituída uma união perpétua e indissolúvel entre eles, elo que até hoje se mantém em constante desequilíbrio provocado por seus protagonistas, graças à repartição da renda desigual entre os três entes da Federação: União, Estados e Municípios (este último, caso “sui generis” no mundo como entidade federativa).
No papel, com a República, cada Estado proveria, as expensas próprias, às necessidades de seu governo e administração, nada impedindo que o governo federal lhe prestasse socorro, em caso de calamidade pública, se este solicitasse. Na prática, essa autonomia financeira não acontecia na maioria dos Estados membros que, com parcos recursos, não se sustentava. Com o tempo, esse mal foi minimizado, mas perdura até hoje em alguns Estados. Mesmo fenômeno ocorre em relação à maioria dos municípios, onde os de pequeno porte são dependentes integrais do Fundo de Participação, que o governo agora, num ato de bondade, vai melhorar seu percentual em 1%. As raízes continuam profundas. (Irineu Azevedo Bastos)
“Espiritismo começa a se popularizar”. Por que há preconceitos e barreiras?
Li no Jornal da Cidade do dia 18/4/2007, p. 7, a precisa, respeitosa e bem elaborada matéria acerca do Espiritismo que “Ao completar 150 anos de história, doutrina disseminada entre a classe média ainda sofre preconceitos e barreiras” e, consciente das suas obrigações pautadas no amor, na caridade e na instrução, a entrevistada Aline Bella dos Santos deu ao nobre e competente repórter Luiz Galano uma amostragem do que acontece no dia-a-dia, explicitando que: “Aqui na Vila onde moro às vezes comento sobre minha opção e sinto que as pessoas não entendem, fazem idéia errada a respeito da filosofia, conta a mulher, que freqüenta semanalmente encontros e palestras e é monitora de um projeto social espírita no bairro”.
Como pesquisador-estudioso que tem procurado compreender as religiões de forma comparada e entrelaçada com os demais campos de conhecimento, não tenho dúvidas de que a compreensão de qualquer obra, por mais clara que seja, exige boa intenção, isenção e honestidade de propósitos. Assim ajo para indicar, segundo as minhas análises, alguns dos entraves à popularização do Espiritismo.
Antecipadamente é importante estar ciente das razões de ser a França o berço natal de Allan Kardec e do Espiritismo. Isto porque foi a Nação Francesa a gloriosa propulsora de uma das mais importes revoluções - a Revolução Francesa - desencadeada no final do século XVIII na busca da consolidação dos primados da Liberdade, Fraternidade e Igualdade; da democratização do ensino e o que é de suma relevância: da concepção do Estado laico. Portanto, tratava-se de um contexto apropriado para o nascimento do Espiritismo em virtude de o mesmo primar pela revolução das mentalidades, pela libertação de todas as pessoas do jugo da ignorância, da opressão, da escravidão e do fanatismo. Não há dúvidas de que haveria de incomodar sobremaneira àqueles que vivem da fé alheia e se acham os escolhidos em detrimento ao semelhante tão somente porque não obedecem, sem questionar, às mesmas regras de fé.
Assim, para que não pairem dúvidas e nem possa parecer mera retórica falaciosa, calculista, “sofística” e sem comprovação, tomo como exemplo a obra, por mim cuidadosamente estudada denominada “Espiritismo a Magia do Engano” (Graça Editora, Coleção Graça de Deus, 2a Edição) de autoria do conhecidíssimo líder da Igreja Internacional da Graça de Deus denominado RR. Soares. Este senhor, mostrando o mais profundo despreparo e, sem se ater às garantias legais (art. 5o da Constituição Federal cc art. 5o e 20 da Lei 7716/89), misturou todo tipo de práticas - muitas horrendas - como sendo espiritismo. Na p. 16, da citada obra, taxa o Espiritismo de “Fábrica de Loucos”, enfatizando que um “título apropriado para o espiritismo seria Satanismo ou Diabolismo ou ainda Demonismo. O que acontece no espiritismo, na verdade, justificaria chamá-lo fábrica de loucos, engano, desequilíbrio mental e nervoso, crime, loucura, possessão e opressão demoníaca, prostituição, lesbianismo, idolatria, etc.” E, como se não bastassem tais impropriedades, deu demonstração de que teve dificuldade até mesmo para ler as primeiras questões de O Livro dos Espíritos com as respectivas respostas e, portanto, sem razão alguma, taxa o Espiritismo de panteísta: “DEUS – O Deus do espiritismo não é o Deus da Bíblia. O espiritismo é panteísta, ou seja, prega que Deus é tudo em todos, que Deus e o mundo formam uma unidade, são a mesma coisa, constituindo-se num todo indivisível”.
Finalmente, alerto a todos que querem trilhar o caminho da Verdade, do Amor e do Bem, que consultem as fontes verdadeiras de conhecimento e evitem as obras subversivas. Para ratificar o que eu digo transcrevo diretamente da fonte a questão 14 e a respectiva resposta para que as pessoas, por mais simples que sejam, verifiquem que o Espiritismo não é panteísta: “Deus é um ser distinto, ou seria, segundo a opinião de alguns, o resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo reunidas? - Se fosse assim, Deus não seria, porque seria o efeito e não a causa; ele não pode ser ao mesmo tempo um e outra...” (Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, Ed. Inst. de Dif. Esp., questão de n. 14).
José Quaglio - advogado, teólogo, pedagogo e licenciado em filosofia
Grosseria
Venho através deste espaço deixar aqui a minha indignação em relação ao que presenciei hoje dentro do ônibus coletivo de nº 5208, linha interbairros, sentido horário.
]Como usuária desta linha e de outras porque dependo exclusivamente do transporte coletivo, me deparei com uma tremenda grosseria em se tratando de um funcionário da empresa, quando uma usuária perguntou ao cobrador no ponto de ônibus em frente à Faculdade de Odontologia antes de entrar se o mesmo iria para a "cidade". A resposta veio a calar os usuários que ali estavam e presenciaram tal atitude de grosseira e falta de preparo do cobrador, pois o mesmo respondeu à usuária: “Não, vai pro sítio”. Sitio por que? Será que ele quis dizer que o interbairros que faz ponto final no núcleo da Quinta da Bela Olinda é sitio? Pois bem, depois desta usuária, outra fez a mesma pergunta dois pontos à frente e a resposta foi a mesma. O mínimo que o cobrador poderia ter respondido era: “não, esse ônibus faz outro trajeto”. A mulher já iria entender por menor que seja a instrução dela, com certeza.Muitas pessoas são de fora, de outros estados, inclusive, não custa ser gentil, não custa ser atencioso, ou melhor, é obrigação dele dar informação correta ao usuário, porque ninguém entra de graça no transporte coletivo, todos nós pagamos e pagamos caro pelo uso, o que não podemos é pagar pelo mau humor e problemas dos outros, pois problemas todos nós temos, mas como já dizia o meu pai: deixe seus problemas de casa fora do trabalho e do trabalho fora da empresa.
Felizes daqueles que moram no sitio,que muitas vezes vivem isolados,felizes por não ter contato com quem vive na metropole,pois vivendo no sitio priva-se de tal grosseria.
Elvira Dutra Pereira Neco - RG 20.149.699-9
Resposta da Transurb:
O funcionário foi advertido.
Transurb
Meu grande Tio Valter Lambertini
Que privilégio foi poder compartilhar da vida e da história deste bauruense convicto, idealista e apaixonado por Bauru e pelo Brasil. Não tinha uma única conversa nossa em que ele não transbordasse suas reflexões sobre o cotidiano político, sempre com posicionamentos firmes, que demonstrava uma visão de um cidadão consciente e preocupado, com o presente e o futuro da cidade e do país. Mas o assunto que mais consumia o tempo de nossas agradáveis prosas eram as histórias das lendárias pescarias da família. E olha que não eram poucas! Eu, na verdade, acho que aprendi a cultivar o prazer do contato com a natureza que uma boa pescaria traz, quando desde de pequeno, ouvia deste meu tio, os relatos e os contos recheados de detalhes e aventuras de cada pescaria, como se mergulhasse em um maravilhoso livro, cujos personagens principais estavam ali, bem próximos de mim.
Que bom que pude participar de algumas destas histórias! Lembro-me como se fosse hoje, acampávamos na beira do outrora e piscoso rio Batalha, em um pequeno “ranchinho”, lá em Reginópolis, que o pessoal conhecia como “Menegueti”. A coordenação das pescarias ficava sempre a cargo do velho Valter, que trazia em sua “tralha” todos os apetrechos necessários para cevar alguns “poços” preferidos, de onde ele costumava pescar numerosas e pesadas piavas. Acho que os peixes eram atraídos por uma tal porção mágica, escondida dentro daquelas antigas latas de óleo, que o meu tio preparava com tanto carinho semanas antes de cada pescaria. Ninguém sabia ao certo o que cada lata continha, só sentíamos o odor, que diga-se não era muito agradável, mas agradava certamente o apetite dos peixes, ávidos por aquela “sopa” de nutrientes.
Lembro-me ainda das velhas fotos e histórias, das inúmeras pescarias que ele e meus familiares organizavam para o antigo Mato Grosso. Isso lá pelas bandas das décadas de 50 e 60, viajando semanas nos antigos vagões da Noroeste, e de lá voltavam sempre com hilários contos e uma grande quantidade de peixes, que sempre eram distribuídos entre os familiares.
Quantas histórias de pescador! Mas uma coisa foi sempre verdadeira! pescar com o tio Valter era aprender a ouvir os sinais da natureza, e olha que qualquer barulho diferente disso, lá vinha uma cara feia ou uma bronca do velho pescador. Que saudades terei destas prosas! Como relembrar pode ser ao mesmo tempo, tão agradável e impiedoso, que ao nos revigorar a alma quando rememoramos o passado, nos obriga a aceitar o presente, e a certeza de que a vida é infinitamente curta, e que ainda nos falta sabedoria para vivê-la mais intensamente.
Da última vez que pescamos juntos nos estuários de Iguape, ficaram as lembranças, a visão que ainda tenho do entardecer sobre o semblante das águas, e as promessas de um breve retorno, que agora só será possível nas histórias que contarei a minha filha e meus netos. Se nossa passagem aqui nesta vida pudesse ser resumida por apenas algumas ações, eu diria que meu velho tio Valter foi um exímio e paciente pescador de sonhos, apaixonado pela família, e um eterno contador de histórias. Certamente o Mundo e nós celebramos sua passagem por aqui, e que os anjos agora te levem para boas e fartas pescarias. Até um dia!
Do sobrinho Clodoaldo Armando Gazzetta - biólogo e professor - RG 17.116.995
Companheirismo
Amizade! Solidariedade!
Tendo feito recentemente uma viagem de turismo a Recife, através da Techtur, em conjunto com integrantes da “Suavidade” (ALBB), da qual faço parte e algumas pessoas que não pertencem a esse grupo, fui acometida de um mal-estar e socorrida pela drª Celeste Conceição Suman, que vim a conhecer durante a viagem.
A ela os meus agradecimentos e eterna gratidão pois é nessas horas difíceis, de medo, de insegurança, que vemos o caráter, o despreendimento e a sinceridade de cada um. Obrigada, Celeste.
Neusa Vieira Orefice Delicato - RG 4.883.578
Polícia Militar Bauru Base Oeste
Quando se fala em polícia, logo vem a imagem daquele indivíduo fardado com um talão na mão pronto para te multar. Quantas vezes muitos de nós não falaram às suas crianças no tom de brincadeira: “Olha a polícia”; e lá vai a criança se esconder.
Mas em um dado momento de nossas vidas, na hora do desespero falamos, ai, meu Deus, mas na hora do sufoco disca 190, e uma voz amiga do outro lado diz: “Polícia Militar, em que posso ajudar.”
Parem para pensar! Se ele te multa, é porque alguma coisa errada você fez, assim como um pai tenta educar seu filho mostrando o certo do errado, e às vezes até dando um castigo: “Hoje nada de televisão”, então o filho fala: “Pai chato.”
O policial militar, nada mais é do que um pai de família no seu emprego, ganhando o pão de cada dia, trabalhando muitas vezes arduamente, virando noites acordado, cuidando do nosso bem-estar enquanto a cidade dorme, em muitas das vezes arriscando a própria vida para nos proteger, como faria nosso próprio pai.
Então eu pergunto a você: se não confiarmos nestes pais de família fardados que zelam por nossa segurança, vamos confiar em quem? Talvez no traficante que está sentado na frente da escola, pronto para adotar teu filho?
Pois é! Até que um dia bummm, sabe aquelas coisas que você só vê em notícias na TV, ou em um jornal da cidade nas notícias policiais, minha família e eu sentimos na pele o desespero de ver sua própria casa invadida por jovens que buscam no ganho rápido e fácil, impor o terrorismo a uma casa de família, levando ao desespero crianças inocentes que vivenciaram muito cedo, ao vivo e a cores a forma mais grotesca e triste de um dos lados do ser humano, a marginalidade. Vendo seu lar ser dilapidado dos bens e de sua própria dignidade, vendo o pai partir para ir buscar dinheiro no banco, para suprimir a sede daqueles homens estranhos, então, um de meus filhos pensa, será que vão matar meu pai?
Em um último momento amarrados e feridos na alma, abandonados a própria sorte, solto, corro ao telefone e ligo 190.... “Polícia Militar, boa noite, em que posso ajudar.” A partir desse momento vivenciei uma solidariedade que só pensei existir dentro de minha própria família, na rapidez e eficiência do atendimento, e nas visitas que fizeram mesmo depois da ocorrência, tentando levar um pouco de conforto e calma a minha família.
Então, antes de pensar mal de um policial, pense que ele poderia ser seu pai, apenas zelando pela integridade física e moral de sua família. Eu e minha família não temos palavras para expressar o nosso agradecimento a esta tão eficiente corporação, a não ser dizer: fiquem com Deus e parabéns pais fardados de todo esse nosso querido Brasil.
Marivaldo Campos Brito e família
Quadra 1 da Rodrigo
Há exatamente um ano protocolizei o mesmo pedido na prefeitura: atenção para a quadra 1 (um) da rua Rodrigo Romeiro, em que há um terreno vago que é foco de sujeira e maus elementos.
Ocorre que houve providências da prefeitura, e os donos do terreno limparam o mesmo. Mas, uma semana após, o terreno (e a calçada em frente) estavam cheios de lixo novamente.Importante mencionar que é a própria população quem suja esta quadra, ou seja, os catadores de lixo, que aproveitam do terreno vago para separação dos lixos que lhe convém.
Outra questão são as enormes árvores e frente ao terreno que, além da sujeira, causada de folhas, impedem a iluminação noturna da quadra, o que impossibilita a circulação de pessoas de bens.
Como a Semma não dá autorização para a poda das árvores (uma vez que não sou dona do terreno), a sujeira das folhas fora prontamente resolvida pelo Departamento de varreção da Emdurb, mas, ainda assim, seria necessário cortar as árvores para deixar mais clara a quadra!!!
A escuridão na quadra e o abandono do terreno geram outro problema: todas a manhãs em frente ao meu imóvel, e por toda a calçada, são encontradas camisinhas usadas jogadas no chão. Assim, o terreno e a calçada em frente são utilizados como motel devido à escuridão da quadra, que acaba sendo esconderijo para atividade imoral ou ilegal. Não basta a limpeza do terreno, é necessário fechá-lo, visto que já existe um muro que protege metade do mesmo, ficando apenas um portão de passagem.
Peço, encarecidamente, que a prefeitura resolva de uma vez por todas essa situação, pois só ela tem os meios e poderes para isso!
Cibele Nunes da Silva - RG 30.833.108-4
Respeito ao público
Bauru se prepara para receber mais um megaevento da música popular brasileira – o show de Ivete Sangalo, que deverá ser realizado no Recinto Mello Moraes.
Ficamos felizes pela cidade ter sido contemplada com shows de grandes artistas nacionais, só gostaríamos que não se repetisse o mesmo desrespeito ao público que aconteceu no show da dupla Sergio Menotti e Fabiano. Na ocasião, tirando a apresentação dos artistas, que foi excelente, a organização do evento foi um pesadelo. Nunca vivenciei uma situação de tamanha humilhação. Não sei como outros ainda não vieram a público denunciar o ocorrido, mas como o próximo show deverá ser realizado no mesmo local, achei por bem alertar a população sobre as péssimas condições que foram oferecidas ao público no show anterior. Primeiro, se os responsáveis pela organização do evento esperavam um número tão grande de público e, conseqüentemente, bons lucros, nada mais justo do que prever as necessidades desse público, principalmente a fisiológica.
No referido show havia apenas um banheiro para atender as milhares de pessoas presentes no Recinto Mello Moraes. Quem precisou usar os sanitários teve de suportar horas na fila e passar pela humilhação de presenciar pessoas fazendo suas necessidades em lugares indevidos porque não agüentou esperar. Além de perder parte do show na fila do banheiro, quando “chegou a minha vez” quase tive um acesso de raiva por causa da sujeira dos sanitários.
Será que o lucro obtido da venda de ingressos não poderia ser usado para construção de mais banheiros, que fossem banheiros biológicos, mas em número suficiente para atender o público?
Afinal, pagamos nosso ingresso direitinho. Ou será que os organizadores visam apenas o lucro e não estão nem aí para as condições oferecidas ao público? A falta de banheiros foi o pior problema, não o único.
A desorganização era total. Quem comprou ingressos para os camarotes não sabia como se localizar, o mesmo aconteceu com quem tinha ingresso vip. Ninguém sabia explicar o que estava ocorrendo e para onde deveria se dirigir. Isso não ocorreu somente antes do show. Muita gente teve a atenção desviada para prestar informações a essas pessoas.
E o estacionamento? Um horror. Só gostando muito de música e da dupla para suportar tamanha desorganização. A venda de cervejas e refrigerantes também não ficou atrás. Produtos caros e quentes.
Gostaria que o organizador do show da Ivete Sangalo me respondesse previamente se essa situação irá se repetir. Se a organização do evento também vai visar somente o lucro, que com certeza será altíssimo, ou vai pensar no público?.
Gostaria também de lembrar que a publicidade mais bem sucedida de um produto é o “boca a boca”. Com esse tipo de tratamento que os organizadores de magaeventos, vêm dispensando ao público bauruense, certamente, esses eventos estão fadados ao fracasso. Eu mesma conheço uma centena de pessoas que pensam da mesma maneira e estão dispostas a dizer a verdade para quem pensar em assistir o show da Ivete Sangalo.
Marilsa Sales Braga