Internacional

Morre ex-presidente russo Boris Yeltsin

Folhapress
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Moscou - O primeiro presidente russo do período pós-comunismo, Boris Yeltsin (1991-1999), morreu ontem aos 76 anos em Moscou, informou o Kremlin.

Sua ascensão ao poder marcou o fim da União Soviética (URSS).

O porta-voz do Kremlin, Alexander Smirnov, confirmou a morte, mas não forneceu detalhes sobre as causas.

A agência russa de notícias Interfax, que cita fontes médicas, informa que ele morreu em decorrência de uma doença cardíaca.

Yeltsin sempre foi uma figura política polêmica. Em sua biografia, lançada em 2000, reconheceu que, em alguns momentos de seu mandato (1991-99), agiu sob a influência do álcool e recordou uma situação constrangedora em Berlim, em 1994. Durante uma cerimônia com o então chanceler (premiê) alemão, Helmut Kohl, diz no livro que “baixou a guarda e, depois de vários copos, sentiu que poderia fazer qualquer coisa, como reger a banda de música”. À época, a cena transmitida por TV provocou risos no mundo inteiro.

Após deixar o governo, disse que preferia ficar vendo shows de Celine Dion e George Michael em DVD a voltar trabalhar como político. “Quem se aposenta tem de fazer sua escolha: se manter na vida pública, viajar, dar palestras, continuar a trabalhar ou devotar seu tempo a quem gosta”, afirmou em 2000 ao jornal russo “Komsomolskaya Pravda”. “Eu escolhi a segunda opção, mais coerente com meu momento.”

Antecessor do atual presidente russo, Vladimir Putin, a quem ele havia designado como herdeiro político, Yeltsin ganhou popularidade durante seus nove anos de governo devido às suas promessas de combate à corrupção, sem conseguir, no entanto, manter o controle de grande parte de empresas estatais que foram progressivamente privatizadas.

Primeiro presidente russo eleito democraticamente, durante seu mandato, a Rússia sofreu com problemas como o desemprego e a inflação. Ele também levou o país a um conflito contra rebeldes separatistas na Chechênia, que culminou na expulsão dos russos.

Ele sofria de problemas cardíacos e renunciou à Presidência em 1999, vários meses antes do fim oficial de seu mandato. Seu então primeiro-ministro, Vladimir Putin, tornou-se presidente em exercício e foi eleito para o cargo em 2000.

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