Cultura

Enfim, a restauração

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 3 min

Em cerca de um mês, a Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus conseguiu arrecadar cerca de R$ 60 mil, quantia que faltava para que o projeto de revitalização atingisse os 20% do valor total da obra exigidos pelo Ministério da Cultura (MinC) para ser acolhido pela Lei Federal de Incentivo Cultural, a Lei Rouanet, no final do ano passado. O feito foi comemorado na manhã de domingo com uma missa presidida pelo bispo Dom Luiz Antônio Guedes, seguida de um coquetel.

“Esta igreja é uma das mais antigas de Bauru e até mesmo da diocese com um grande valor religioso e artístico, por isso, a importância da preservação”, destacou o bispo durante uma coletiva concedida à imprensa em que também estavam presentes o padre Romildo Alceu da Silva, a coordenadora do projeto, Aparecida Loureiro Jannone, e um dos maiores entusiastas e primeiro doador, o diretor-presidente do grupo Confiança Supermercados, Jad Zogheib.

“A quantia só foi conseguida graças a uma intensificação dos esforços de empresários e fiéis”, comemorou o bispo. A igreja contou com doações da própria comunidade e de empresários de Bauru por meio de dedução do Imposto de Renda. Por meio da lei, pessoas física e jurídica que declaram o imposto em formulário completo podem destinar parte do tributo para execução de projetos culturais. “Trata-se de um exercício de cidadania”, ressaltou Jannone.

Obras

Agora, com os R$ 350 mil arrecadados, a obra - avaliada em R$ 1,7 milhão - deve ser iniciada logo após a tradicional celebração de Corpus Christi nas escadarias da igreja celebrada no dia 7 de junho. A previsão é de que, a partir do dia 11, a igreja transfira as atividades para outro local durante um mês: período utilizado para a descupinização do local.

Em seguida, as atividades devem retomar à sede que será parcialmente interditada para a continuidade das obras. A primeira etapa consiste em substituir a rede elétrica, revitalizar a acústica e o sistema de ventilação, restaurar e limpar a torre, o campanário, as cúpulas, as portas, os vitrais e os bancos.

Dentro dos planos do coordenadores ainda está a restauração completa da Praça Rodrigues de Abreu e dos desenhos artísticos e afrescos da igreja, que dependem do aval do MinC. “Estamos esperando a autorização do governo para retomar o processo de captação de recursos”, salientou Jannone.

A fim de fomentar as contribuições, uma pequena mostra das gravuras da Via Sacra, recuperada pelo artista plástico Rômulo Cavalcante, está em exibição no local. A igreja ainda pretende restaurar o piso da Praça Rodrigues de Abre em mosaico português com o desenho original dos canteiros. “Estamos fechando parcerias com o Correios e com as secretarias de obra e meio-ambiente para a restauração da praça”, colocou a coordenadora.

O grande incentivador do projeto de restauração e o primeiro doador, o diretor-presidente do grupo Confiança Supermercados, Jad Zogheib, reiterou a necessidade de apoio dos empresários da região. “Muitos empresários contribuem para obras da Capital e é importante investir no patrimônio da cidade. Isso se chama responsabilidade social”, colocou. Além dele, a igreja contou com doações da Tilibra, da Baterias Tudor, da Plasútil, da TV Tem e do Jornal da Cidade.

Para todo o trabalho, foi montada uma equipe com membros da própria comunidade, além de profissionais de arquitetura, engenharia, artes plásticas, assessores jurídicos e contábeis. A coordenação do projeto, aprovado pelo bispo dom Luiz Antônio Guedes, é assinada por Aparecida Loureiro Jannone e Carlos Henrique Andrade Siqueira e conta com o trabalho da arquiteta Heloísa Jacon Gebara.

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