Nacional

Emprego formal bate recorde em março

Por Da Redação | Com Folhapress
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Brasília - O saldo entre o total de admitidos e demitidos em março ficou positivo em 146.141 mil novos postos de trabalho, o melhor resultado já registrado pela série história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No trimestre, o número cresce para 399.628 mil vagas, valor também recorde - o número é 18% maior que o do mesmo período do ano passado (339.703) e o melhor resultado registrado pelo Caged desde sua criação, em 1992.

No mês passado, esse desempenho foi puxado pelos setores de serviço, principalmente pela contratação nas áreas de administrações de imóveis, serviços técnicos e no setor da indústria de transformação, com 56.527 mil e 40.538 mil respectivamente. Por unidade da federação, São Paulo foi o Estado que mais teve postos de trabalho com careira assinada em março: 67.223.

Minas Gerais vem em seguida, com 24.043. Já Alagoas e Sergipe tiveram um saldo negativo devido à entressafra do complexo sucroalcooleiro, com eliminação de 16.545 e 1.535 postos, respectivamente.

Nas capitais

A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do País - Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo - aumentou para 16,6% em março, contra 15,9% registrada em fevereiro. Os dados constam na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem pela Fundação Seade/Dieese.

No mês passado, o contingente de desempregados nestas seis regiões metropolitanas foi estimado em 3,1 milhões de pessoas, 119 mil a mais que em fevereiro. O aumento do desemprego em março se deve ao fechamento de 181 mil postos de trabalho e ao acréscimo de 119 mil pessoas ao total de desempregados.

O número de ocupados foi estimado em 15,9 milhões de pessoas e a População Economicamente Ativa (PEA) ficou em cerca de 19 milhões. Em todas as regiões foi verificada alta do desemprego. Em Belo Horizonte, que registrou o maior aumento, a taxa subiu 7%, para 16,2% da PEA, seguida pelo Distrito Federal, com alta de 5,6% (para 20,6%). Em Porto Alegre, a taxa de desemprego subiu 4,9% (para 14,9%); em São Paulo a alta foi de 3,9% (para 16,9%), em Recife de 3,4% (para 21,4%) e em Salvador de 2,7% (para 24,7%).

De janeiro para fevereiro, o rendimento real médio dos trabalhadores ocupados e assalariados nas seis regiões ficou praticamente estável, passando de R$ 1.036,00 para R$ 1.105,00. São Paulo Em São Paulo, a taxa de desemprego total aumentou de 15,3% para 15,9% entre fevereiro e março.

Segundo a a Fundação Seade e o Dieese, esse é um comportamento usual do período - é normal as empresas demitirem em março. O total de desempregados no período foi estimado em 1,598 milhão. Segundo a pesquisa, houve aumento de 52 mil pessoas ao contingente de desempregados no mês passado, resultado da eliminação de 106 mil ocupações, número que superou a saída de 54 mil pessoas do mercado de trabalho.

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