No último dia 15, a Associação de Teatro de Bauru e Região (ATB) elegeu a nova diretoria e anunciou alguns planos: resgatar dissidentes e “abraçar todo amante da arte”, como disse a reeleita tesoureira, a arte-educadora Regina Ramos. Além dela, compõem a diretoria os atores reeleitos: André Zambelo, no cargo de presidente, e Carlos Eduardo Martins, como secretário. Todos devem permanecer no cargo por dois anos.
Com quatro metas definidas, a categoria se reúne no próximo domingo, dia 6, na Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes, para um encontro onde todos são bem-vindos, inclusive o diretor de Departamento de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Sivaldo Camargo. “Nós mandamos um ofício para ele comparecer. Será uma espécie de sabatina, pois queremos saber as propostas da secretaria para o teatro”, declara Ramos. A idéia é convidar alguma personalidade pública para toda reunião.
A primeira meta da ATB é se transformar em um “mecanismo transparente e de relevância na cidade”, afirma o presidente. “Qualquer pessoa poderá acompanhar nosso trabalho”, ressalta Ramos. O segundo objetivo consiste em estreitar os laços com os vereadores para evitar dúvidas sobre as atividades desenvolvidas e o dinheiro utilizado pela instituição.
A terceira meta é a abertura da entidade para todas as manifestações artísticas. “Pessoas que trabalham com teatro amador, artistas circenses, arte-educadores, estudantes e demais interessados em teatro podem participar das reuniões”, convida Ramos. Atualmente a ATB conta com cerca de 40 freqüentadores e 15 sócios-fundadores.
Por fim, a entidade pretende acompanhar e cobrar o literal empenho do Poder Público para a cultura. Vale lembrar que há mais de um ano a associação fechou uma parceria com a SMC para a realização da 1.ª Semana do Teatro Infantil. Até hoje os atores envolvidos no projeto não receberam o cachê prometido por falta do empenho - procedimento jurídico necessário para o pagamento das despesas – e devem entrar na Justiça assim que puderem pagar pelo trâmite.
Balanço
Nos dois anos de existência da ATB, Ramos destaca as dificuldades enfrentadas pela instituição, principalmente, orçamentárias. “Foram anos difíceis, de amadurecimento e lapidação das arestas”, define. Para sair do vermelho, a tesoureira estuda a possibilidade de uma cobrança “simbólica” para alimentar o caixa, além da destinação de 5% do valor arrecadado nos projetos aprovados pelo Programa Municipal de Estímulo à Cultura para a entidade.
Mais maduros e “informados sobre questões burocráticas” – agora, o grupo conta com assessoria jurídica para evitar novos calotes – a ATB busca uma atuação mais efetiva na divulgação do trabalho dos componentes. Para isso, em primeiro lugar, a instituição precisa de uma sede própria, já que as reuniões são feitas de forma pulverizada, ora no Centro Cultural, no Automóvel Club ou na casa de algum integrante. “Estamos em negociação, mas ainda não podemos divulgar o local”, diz Ramos, em tom de suspense.
Fora essa novidade, o grupo tem se ramificado para que as decisões não fiquem focadas na diretoria, além de intensificar o trabalho dos membros. A atriz Susan Lopes foi escalada para a função de relações públicas e outras pessoas estão sendo cogitadas para assumir cargos de coordenador de eventos, supervisor das atividades e outros relacionados à pesquisa e preenchimento de editais para financiamento de projetos.
• Serviço
ATB convida todos os interessados para reunião marcada para o dia 6 de maio, às 17h, na Oficina Cultural (rua Amazonas, 1-41). Mais informações pelo e-mail atbru@yahoo.com.br ou pelos telefones: (14) 3016-4661 e 3223-4970.