Os professores da rede estadual de ensino decidem hoje, em assembléia a ser realizada em São Paulo, se entrarão em greve. Além da campanha salarial, a outra motivação para a paralisação é o projeto de lei que cria um novo sistema previdenciário para a categoria, o SPPREV. Para pressionar o governo do Estado a retirá-lo da Assembléia Legislativa (AL), um protesto também será realizado em Bauru, na escola estadual Ayrton Busch.
O SPPREV é pivô de várias divergências, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Os professores estáveis e os Admitidos em Caráter Temporário (ACTs), por exemplo, passariam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso o projeto de lei fosse aprovado com o texto original. Ficariam no novo sistema os efetivos e inativos, mas a contribuição não estaria clara, afirma a entidade.
Segundo a coordenadora da Apeoesp subsede Bauru, Maria José Oliveira dos Santos, mesmo pressionado, o governador José Serra não retirou o projeto da Assembléia, apenas o alterou por meio de emendas. Por conta disso, um ato será realizado hoje, às 14h, em frente à AL.
Um pouco antes, por volta das 12h30, professores, pais e alunos da escola Ayrton Busch realizam um protesto em Bauru em frente à escola. “Vamos mostrar a realidade das escolas, do bairro e dos professores”, explica Jean Zeferino, professor do ensino fundamental. De acordo com ele, o ato faz parte de um projeto de conscientização desenvolvido pela escola.
“É uma alternativa à greve. Conversamos com os alunos durante a semana”, explica. Ao todo, cerca de 400 deles estão matriculados à tarde e devem engrossar o protesto.