Conhecido do público bauruense por ter feito uma série de shows na cidade no ano passado, o cantor, compositor e soulman Léo Maia está de volta. Ele faz uma apresentação acústica no projeto “Quinta Music” do restaurante Beef Street do Alameda Quality Center hoje, a partir das 21h. O show tem entrada franca. Acompanhado pelos músicos Cássio Calazans (guitarra) e Marcelinho Costa (percussão), Léo Maia (vocal, guitarra e violão) promete um repertório bem diferente do que trouxe a Bauru no ano passado. “A base do show é o ‘Cavalo de Jorge’ (seu primeiro CD, lançado em 2005) e os amigos que gosto de homenagear. Nesse baile, estão Jorge Ben, Hyldon, tem uma galera nova... e meu pai, claro”, comenta o músico.
Filho de Tim Maia (morto em 1998), Léo acompanhou o pai como roadie da banda Vitória Régia desde que tinha 7 anos. Com a música no sangue e o suingue no DNA, ele passou 15 anos tocando em bares e bailes até gravar seu primeiro CD – depois de muitas propostas recusadas para lançar-se no mercado às custas do sucesso de seu pai. “Fiz o caminho da honra, nunca quis entrar pela janela”, comentou em entrevista ao JC Cultura no ano passado.
“Cavalo de Jorge” entregou ao músico o reconhecimento por seu trabalho de composições autorais e som originalmente brasileiro. A voz de soulman, herança sabe-se de quem, ganhou destaque em canções que transitam pelo rock, pela MPB e pelo soul sem solavancos. Do disco, Léo deve relembrar “História de Amor”, “Doidão”, “Flor de Laranjeira”, “Soul Funk” e “Ela Dá um Show”, entre outras.
Mas ele também tem novidades. “Estou gravando disco novo, cara. Sai até o segundo semestre”, revela. “Estou trabalhando novamente com Líber Gadelha (pai de Luiza Possi, diretor da Indie Records) e o disco vai ser de coisas inéditas e novos compositores, com uma ou outra regravação”, completa o músico. Sobre a apresentação quase acústica, Léo é categórico. “Eu fugi da escola mesmo (risos). É natural fazer as canções com violão e batucada. É o formato do coração das músicas, como elas nascem. Já fiz show assim em Bauru, é sempre legal”, lembra.