O desfecho do desaparecimento do professor de educação física de Bauru Célio Martins, 63 anos, foi o pior possível. Ele foi encontrado morto ontem à tarde num canavial em Pederneiras. O corpo apresentava uma perfuração no tórax, além de um grande ferimento no pescoço - decorrente de corte ou enforcamento.
Desde terça-feira à tarde, a família dele o procurava. Conforme relato de parentes, naquele dia, Martins recebeu um telefonema suspeito na escola estadual Irmã Arminda Sbrissia, onde dava aulas. Teria informado a colegas que sairia rapidamente, mas que retornaria. No entanto, não voltou nem nos dias subseqüentes. Também não apareceu na casa onde morava com a família, na Vila Pacífico. Mobilizados, parentes tentaram rastreá-lo por meio de saques na conta bancária. Retiradas mínimas foram feitas. Tanto que chegaram a cogitar a hipótese dele estar sofrendo de uma eventual depressão, já que Martins teria reclamado da vida para colegas de profissão.
Ontem, porém, por meio de denúncia anônima, a Polícia Militar chegou até o corpo do professor de educação física, que estava vestido com as mesmas roupas com as quais sumiu, mas sem os calçados.
No local - um canavial próximo à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), nas imediações de uma rotatória da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros – também não foram encontradas sua carteira, nem a motocicleta Falcon que ele dirigia. Conforme comentários no local onde o professor foi encontrado, o corpo estaria no canavial há pelo menos dois dias. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru e foi reconhecido por um irmão. O caso será investigado pela Polícia Civil de Pederneiras e Bauru.