Tribuna do Leitor

ALMOFADA OU “TRACINHOS”

Elizabeth Mattiazzo
| Tempo de leitura: 1 min

Faço minhas as palavras da leitora Bruna Camargo, em sua carta de 19 de abril (Almofadas ou “tracinhos”). Não se trata de questionar a capacidade dos profissionais psicólogos que realizam testes ou dinâmicas com a finalidade de selecionar candidatos para empresas, mas de reclamar da falta de transparência a respeito dos resultados desse tipo de seleção. O candidato considerado inapto não consegue nem ao menos descobrir em qual quesito não se saiu bem, caso queira utilizar o acontecido como experiência de vida ou fonte de aprendizado.

Será que isso é ético? Já vi acontecer com pessoas que, tentando vagas em grandes empresas, foram aprovadas em provas específicas dificílimas, apresentaram comprovação de estudos na área, possuíam larga experiência na atividade e, com tudo isso, tendo chegado aos primeiros lugares da classificação, foram dispensadas após a participação em rápidas dinâmicas de grupo para “avaliação psicológica”.

Vejam bem que da condição de “primeiros colocados” à condição de “inaptos” vai uma distância muito grande que mereceria uma explicação. Até mesmo para que o candidato ou a candidata pudesse sair-se melhor em outra oportunidade. Mas o mistério é total. A decisão do psicólogo é inquestionável e os seus critérios são secretos.

Fico curiosa para entender que maravilhosos testes são esses que permitem, após meia hora de conversa com um grupo, separar os candidatos em aptos e em inaptos, sem direito a recurso ou a explicação. A “infalibilidade” e a “velocidade” dessas avaliações realmente me deixam impressionada! Raramente algum outro profissional tem uma caneta tão poderosa!

Comentários

Comentários