Tribuna do Leitor

Gritando por indefesos

Camila Fernandes Aguiar
| Tempo de leitura: 1 min

“Abortar: Eliminar prematuramente do útero produto da concepção”. Este é o conceito encontrado em dicionários para designar um ato que é alvo de constantes discussões entre os mais diversos grupos. A prática do aborto, apesar de ilegal em alguns países, é comum.

No Brasil, por exemplo, é considerado crime, salvo em caso de estupro ou de risco de morte da mãe. Apesar disso, estimativas apontam que ocorrem 1,4 milhão de abortos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O fator mais preocupante são os casos ilegais, onde a retirada do feto acontece em locais inapropriados, sem acompanhamento de um médico responsável e, muitas vezes, pela própria mãe. Os danos podem ser irreversíveis, tanto física como psicologicamente.

O desenvolvimento de um ser dentro de outro pode ser considerado a mais bela responsabilidade da vida – e, por que não a nossa? Afinal, qual o poder que nós, simples seres humanos, temos de retirar a vida de uma criatura indefesa? As Constituições afirmam, antes de qualquer coisa, que todos temos direto à vida. A prática abortiva é um atentado contra a ética. E os terroristas aumentam a cada dia, mesmo mais tarde sofrendo as conseqüências de seu ato.

O que deve ser feito é um combate real e intenso contra a criminalidade, especialmente relacionada à mulher, para que não seja necessário cometer tamanho absurdo. Cabe não só ao Estado, mas a cada um, lutar pelo direito que nos é garantido por Lei: o direito de viver!

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