Não só os atletas estão em contagem regressiva para o início do 25.º Jogos Pan-americanos (Pan), no Rio de Janeiro, que começa no dia 13 de julho. Quatro estudantes do último ano do curso de relações públicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru estão ansiosos porque serão uns dos 15 mil trabalhadores voluntários. Os estudantes já foram confirmados no quadro de voluntários, mas não sabem ainda o que vão fazer. “Nós nos inscrevemos para atividades da nossa área. Provavelmente, iremos trabalhar na assessoria, na comunicação ou na organização de eventos, mas só saberemos na última hora”, diz Juliana Rodrigues, 26 anos. A surpresa, na verdade, é mais uma motivação para eles. “Seja qual for o trabalho que fizermos, será uma boa experiência profissional”, diz João Paulo Meira, 22 anos. Eles dizem, inclusive que, se na última hora descobrirem que vão carregar bola de um lado para o outro ou limpar o chão da quadra, tudo bem. “Só de saber que iremos participar do evento, já estamos felizes”, garante Vitor Amaral Magno da Silva, 20 anos. Com um olho no trabalho e outro nos atletas, os estudantes já sabem qual esporte mais lhe interessarão. Para as meninas, é unânime: “Queremos ver os jogadores de vôlei. Mas, já nos disseram (a coordenação dos Jogos) que não poderemos pedir autógrafo aos atletas e só poderemos assistir algum jogo se for fora do horário de trabalho”, conta Alessandra Saidel, 23 anos. Os garotos também escolheram o vôlei, mas com uma diferença: “Queremos ver a equipe feminina, lógico”, diz Anderson. E o serviço não será fácil porque os voluntários trabalharão 8 horas por dia, entre 7 e 30 de julho. Eles se escreveram no ano passado e já passaram por uma seleção. Eles foram ao Rio com uma excursão da União Nacional dos Estudantes (Une), mas o grupo atrasou muito”, lembra-se Juliana. A chegada que estava prevista para o meio-dia, só ocorreu às 15h. “Pedimos para nossos pais ligarem na coordenação do Pan e mudar nosso horário de entrevista. Ainda bem que eles conseguiram”, diz Vitor. Na seleção, os estudantes tiveram que falar sobre suas vidas em um intervalo curto de tempo. “Tivemos que acender um palito de fósforo e nos apresentar enquanto ele estivesse aceso”, conta Juliana. Depois, os estudantes aproveitaram o dia para passear pelo Rio. “Conhecemos várias praias e o Cristo Redentor”, lembra-se Vitor. Mas antes da viagem para trabalhar no Pan, os alunos terão que juntar dinheiro para a passagem, hospedagem e alimentação. “A organização só vai nos fornecer a alimentação enquanto estivermos trabalhando. Mas, a hospedagem e transporte até o local serão por nossa conta”, explica João Paulo. Os estudantes aceitam ajuda de quem quiser colaborar para a viagem deles. Por enquanto, eles estão à procura de hospedagem barata, mas segura. “Pela nossa previsão, devemos gastar pelo menos uns R$ 700,00”, diz Vitor.
Serviço
Quem puder colaborar com os alunos doando dinheiro pode ligar para o telefone 3223-2448 e falar com Vitor ou João Paulo.