Regional

MP investiga Gautama em Avaré

Regiane Soares - Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O Ministério Público (MP) de São Paulo abriu inquérito civil para apurar possível desvio de verba na licitação aberta pela Prefeitura de Avaré em 2002 e que teve como vencedora a Gautama, construtora alvo de investigação da Polícia Federal (PF) no suposto esquema de fraudes em obras públicas revelado na Operação Navalha.

A licitação foi aberta pelo ex-prefeito Wagner Bruno (PSB) para contratar empresa para realizar obras de contenção de enchente. O valor total do contrato era de R$ 60,8 milhões. Como o orçamento anual de Avaré - inferior a R$ 50 milhões - é menor que o valor da licitação, o contrato seria viabilizado por meio de convênio a ser celebrado com o Ministério da Integração Nacional.

Segundo a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), foi constatado superfaturamento do valor contratado, restrição à ampla concorrência e falta de certificação prévia de recursos para arcar com a obra. Na auditoria, também foi constatado a existência do convênio entre a prefeitura e o ministério, mas no valor de R$ 500 mil.

Segundo o promotor Rafael Abujamra, responsável pelas investigações, o Ministério da Integração Nacional atendeu determinação do TCU e “absteve-se” de repassar verbas federais para o contrato. “Todavia, diante da notória ausência de verbas, o contrato em questão não fora executado”, explicou o promotor.

No inquérito, Abujamra recomendou ao atual prefeito de Avaré, Joselyr Benedito Silvestre, eleito em 2004 pelo PL (atual PR), a anulação da licitação e da respectiva contratação da Gautama, sob pena de responder por ato de omissão e de improbidade administrativa. O promotor ainda não teve resposta de Silvestre.

A reportagem entrou em contato anteontem com a Prefeitura de Avaré, mas não encontrou nenhum responsável para comentar o assunto.

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