Nem Ferrari, nem Lamborghini, nem Maserati. No campeonato de arrancada realizado durante o final de semana, em Agudos, quem dominou foi o bom e velho fuscão. A afirmação é confirmada pela performance do carro número 199, pilotado por Willian Jorge, da Capital. Ele percorreu os 201 metros da pista em 6,3 segundos, novo recorde – a marca anterior era de 6,4 segundos.
O veículo só tem aparência, mas de Fusca ele não lembra nada. “São 600 cavalos de potência que fizeram a gente atingir 200 quilômetros por hora aqui. Em Curitiba já chegou a 248”, conta o piloto.
Para gerar essa velocidade toda, o carro é muito preparado. Ele possui uma turbina que eleva a potência do motor em 70 cavalos e 2,8 quilogramas de pressão de nitrogênio na turbina. Carros turbinados de fábrica saem com pressão 1,2 quilos, em média.
Os fuscas são tratados como “reis”. Eles só são ligados quando estão na pista, no momento da arrancada. Após puxada, eles são rebocados por outros carros para os boxes. Para parar, é necessário até mesmo uma espécie de pára-quedas instalado na traseira do automóvel.
Mas essa alta velocidade parece não cativar tanto assim os amantes da arrancada e também os curiosos. Os amigos Victor Jimmy e Fábio Yonamini acompanham os eventos sempre que podem e preferem os pegas entre carros com tração traseira original, geralmente Opalas. “Tem que ter muita habilidade pra controlar o carro, porque ele sai muito de traseira”, explica Jimmy.
Janaina Colombo, de 14 anos, assistia às arrancadas pela primeira vez ontem, acompanhada do pai, Antônio, e da mãe, Luzia. “Estou adorando. Gostei mais dos Opalas, porque achei o barulho do motor mais legal”, explicando a escolha.