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Reflexão sobre auto-estima


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Psicólogos, educadores e analistas sempre enfatizam a importância que uma alta auto-estima exerce no desenvolvimento psicológicos dos indivíduos. Todos buscam o equilíbrio mental, a harmonia nos relacionamentos e o sucesso. Em síntese, todos nós buscamos a felicidade e sabemos que para sermos felizes precisamos primeiramente gostar de nós mesmos, ou seja, termos uma boa auto-estima. Trocando em miúdos, precisamos estar de acordo com nossa aparência, confiar em nossas atitudes e em nossa capacidade, ter consciência e tolerância para com nossos defeitos, sentir paz em nossa consciência, enfim, ter amor próprio.

Atingir plenamente este amor não é uma tarefa fácil. Muitas vezes nos sentimos seguros, confiantes e quando menos esperamos nos deparamos com um obstáculo e pronto: aquela autoconfiança vai embora e voltamos a nos sentir impotentes, pequenos e a auto-estima parece despencar.

Tudo isso acontece levando em consideração que fomos criados com o amor incondicional de nossos pais, sem falar nos paparicos de nossos avós e até dos titios. Os pais de hoje em dia, principalmente os mais esclarecidos, são bombardeados de informações e conselhos de como educar seus filhos. As palavras e as atitudes devem ser usadas sempre com muito cuidado para não afetar a boa auto-estima das crianças.

Imaginem! Se com todo esse cuidado, já é tão difícil manter a auto-estima em alta. É um desafio constante. Como ficará então a auto-estima de muitas crianças que, ao começarem a entender o mundo, ficarão sabendo das atitudes abomináveis dos próprios pais. Como por exemplo, a mãe que colocou seu bebê dentro de um saco preto e arremessou na lagoa (fato ocorrido há alguns meses na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte). E outra, divulgada pela Rede TV News, onde os próprios pais, aqueles que alimentam, cuidam e transmitem segurança para seus filhos, tentaram matá-los, colocando veneno de rato no seu café da manhã. Segundo o telejornal, os pais, que vivem na região Nordeste, tentaram envenenar seus sete filhos. Eles teriam servido o café da manhã para as crianças e saíram deixando a porta trancada. Os vizinhos escutaram a agonia das crianças, arrombaram a porta e levaram-nas ao hospital, conseguindo salvá-las a tempo.

E quantos pais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, que geram filhos e os criam como mercadorias para depois serem vendidos para a prostituição ou outro tipo de trabalho escravo.

Os pais que cometem esses atos, na verdade estão cometendo dois crimes: a tentativa de homicídio ou o abandono e um crime muito maior que é a destruição psicológica da criança. Alguém ainda pode indagar: será que essas crianças carentes sabem o que é auto-estima? Elas podem não ter o conceito, mas, podem ter certeza que todos, dos mais necessitados aos mais abonados e intelectualizados, sentem na pele e na alma as conseqüências de uma baixa auto-estima.

A autora, Renata Luiza Trecenti Cristóvão Matile, é jornalista

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