Dorival Vendramini Jr., Meu caro ex-aluno
Inicialmente felicito você pela conquista de uma vaga no vestibular de uma excelente faculdade. Sua dedicação aos estudos o fez merecedor do lugar que você agora ocupa.
Vamos às suas observações: a primeira delas me situa como coordenador da campanha de José Serra, o que, em verdade, não ocorreu. Colaborei na campanha do PSDB, como um todo, dedicando ênfase no programa de governo de Geraldo Alckmin. De qualquer forma, entre o candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes e José Serra, não há dúvida de que minha preferência recaiu sobre o candidato tucano. Deixo consignado, também, que não me referi, em aula, especificamente à campanha do governo do Estado de São Paulo, embora tenha me posicionado em relação à campanha presidencial.
Quanto à questão das universidades estaduais, se eu entendi o que você expressou, sua preocupação é a de que eu pretenda defender os interesses de meus alunos. Bom, não me parece ser crime estudar na escola mais cara da cidade. Afinal, você também estudou lá. Também não me parece despropositado defender os interesses de quem quer entrar, por mérito, nas mais importantes universidades do país. Parece que fui acusado de manter coerência entre meu trabalho e minha opção política. Sou réu confesso! É exatamente assim que me comporto.
No mais, receba meu abraço e meus votos que você continue polemizando. É a melhor maneira de aprender.
Ney Vilela
Tuma, até tu?
Tive um sonho maravilhoso, que o MST ao invés de promover invasão de propriedades rurais, tinha invadido o Palácio do Planalto por uma reivindicação muito mais nobre: a ética na política e a decência no uso do dinheiro público... Tive um pesadelo com o ministro Gilmar Mendes, que acusou a Polícia Federal de canalhice, que disse ser também canalhice divulgar o nome de autoridades que ganharam presentes da Gautama. Acordei sobressaltado com o senador Romeu Tuma, que vai acabar condecorando Renan Calheiros por sua esperteza. Esperava mais de Tuma, mas ao informar aos jornalistas que espera absolver o presidente do Senado, o que podemos esperar da classe política, que está mais baixa que gilete deitada? O forno já está quente e tem um forte cheiro de orégano no ar.
Carlos Iunes - engenheiro - RG 8.859.121
Concurso tumultuado
O concurso do Ministério da Agricultura realizado no dia 3/6 foi, sem dúvida, muito estranho. As pessoas não podiam copiar o gabarito. O empresário Luis Carlos saiu de Santa Cruz do Rio Pardo para fazer a prova na USC, pois o número de inscrição era para lá, mas quando chegou não acharam o nome do mesmo. Foi dito que ele faria a prova na Unip. O mesmo se deslocou até lá e chegando disseram que o número de inscrição era na USC. Pegou um mototáxi no valor de 20,00 reais e voltou para a USC.
Lá havia mais 20 pessoas com o mesmo problema, muitas destas desesperadas e chorando, pois haviam feito até cursinho para se preparar. A polícia foi chamada e o delegado disse que as pessoas inscritas tinham o direito de fazer a prova. Isso já era 15h30. Foi aberta uma sala especial para que estas pessoas fizessem a prova, mas aí está. Quando estas provas veem elas não estão contadas e lacradas? Como eles não estavam inscritos na USC e havia provas sobrando e por que não podia copiar o gabarito. Em Bauru foram 28 escolas aplicando a prova, mais de 40 mil pessoas e a estatística é de 1.800 candidatos por vaga. O que será que ocorreu?
Maria Inês Faneco
Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Nesta semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, é propícia a reflexão sobre o rumo que o planeta está tomando, junto com nossas vidas. Existe uma música, imortalizada na célebre voz de um cantor, onde o refrão diz: “Como pode um peixe vivo viver fora da água fria...como poderei viver? como poderei viver ?, sem a sua, sem a sua, sem a sua companhia”. Embora para alguns essa frase não queira dizer absolutamente nada, para nós, jovens, tem um peso enorme diante do problemas que a sociedade encara.
E me diz: algum peixe pode viver fora d´água? Nem com a tecnologia em seu grau máximo o homem conseguiu descobrir como se faz chover ou como se faz para existir vida sem água. A frase da música nos remete a uma reflexão explêndida, onde um peixe viver fora d´água significa a idéia de morte (frieza) ou a idéia de uma vida adaptada fora do ambiente normal, onde se está acostumado a viver (no nosso caso, o planeta Terra), e ainda sem uma companhia. Efeito estufa, poluição, camada de ozônio, escassez de água... Esta semana é um momento propício para tomarmos consciência do caminho que a humanidade está escolhendo seguir.
Maria Laura Gonçalves Masiero - RG 46.752.014-8