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População reclama que Samu demora a socorrer

Luiz Galano
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Uma cena revoltou a população ontem pela manhã na Praça do Líbano, em Bauru. Um morador de rua em convulsão, que ficou mais de uma hora estendido no solo, vomitando, até ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Conhecido por freqüentadores da praça, Warley Sérgio de Lima, 47 anos, passou mal e, depois da espera, foi internado e até o início da tarde estava em observação.

Por volta das 8h, Sebastião Pereira dos Santos e Nélson Leite da Silva, responsáveis por manter a praça limpa, encontraram Warley no chão. “Ele (Warley) caiu, vomitou e começou a tremer”, conta. “Achei que ele ia morrer. Nunca tinha visto uma coisa dessas”, completa.

Preocupado, Santos pediu auxílio do colega e se dirigiu ao orelhão da praça para chamar o Samu. Como um deles estava ocupado e outro quebrado, pediu emprestado o celular de um taxista que estava estacionado nas imediações. “Eu liguei e eles (atendentes do Samu) disseram que não fariam esse atendimento. Pediram para ligar no albergue”, afirma.

Informações colhidas junto à emergência da Polícia Militar (PM) revelam que reclamações de demora para atendimento ou não comparecimento do Samu são recorrentes. Muitos dos casos seriam avaliados não urgência. A negativa no atendimento levaria os “renegados” a procurarem a polícia para tentar obter sucesso no socorro.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, tanto eles, quanto o Samu fazem triagem que segue os mesmos moldes antes de enviar viaturas para socorro.

Um chamado médico regular avalia a situação e a disponibilidade de veículos, dando preferência para casos de urgência. Os dois órgãos se comunicam antes de atender ocorrências.

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