Bagdá - Após quatro meses de uma operação militar que visa deter a violência sectária e ataques insurgentes no Iraque, que até agora alcançou poucos resultados, os EUA lançam agora uma nova estratégia no país, de acordo com reportagem publicada ontem pelo “New York Times”.
De acordo com o jornal, o Exército americano tenta agora armar grupos sunitas que prometem lutar contra a rede terrorista Al-Qaeda, de quem os insurgentes já foram aliados. Em alguns casos, de acordo com o “Times”, os grupos sunitas são suspeitos de envolvimento com ataques contra tropas americanas no Iraque. Mesmo assim, alguns deles receberão agora, por meio de unidades do Exército iraquiano ligadas aos EUA, com armas, munições e dinheiro.
Em troca do apoio americano, os grupo sunitas teriam aceito lutar contra a rede Al-Qaeda e suspender ações contra alvos dos EUA no país.
Risco
De acordo com comandantes ouvidos pelo “Times”, apesar dos riscos em armar grupos que, até o momento, eram considerados inimigos dos EUA no Iraque, o potencial de ganhos para o combate à rede Al-Qaeda era “muito grande” para ser deixado de lado pelo Exército.
Mesmo que a estratégia seja apenas parcialmente bem-sucedida, segundo o jornal, ela pode ser útil para estabilizar o Iraque e acelerar o retorno das tropas americanas para casa.