Tribuna do Leitor

“Verbo intransitivo”


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No início do século 19, o Romantismo era a Escola literária predominante. Depois de dois séculos fica mais raro encontrar aquele idealismo, aquele profundo subjetivismo. O trânsito, a multidão pelas ruas, o stress, o ponteiro do relógio em movimento acelerado e a nossa incansável luta por status. Vários são os fatores que explicam nosso crescente egoísmo, nossa incapacidade de abnegar e o nosso desamor.

Não temos mais tempo e espaço para amar. Nossas relações são agora dotadas de uma tênue superficialidade, de um medo disfarçado entre prazeres e desinteresses. Não encontramos segurança no amor. Ele é complexo, imprevisível, desobediente. Nosso receio de sofrer, de se prender a alguém - diminuindo assim nossa privacidade, liberdade, independência - faz-nos fugir daquilo que parece ser prejuízo. E talvez seja. Amar exige preparo, maturidade; é perder um pouco do “eu” para aumentar o “nós”.

O amor é um quadro, o qual devemos pintar com diferentes cores e mais do que isso, diariamente. Amar traz uma confortável felicidade, na qual não estamos felizes sempre. Flertes, olhares, falta de compromisso e prazeres sexuais. Amor é bem mais que isso. Amar é definitivamente uma arte.

Leticia Cristina Vicente, estudante

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