Apesar desse assunto de que trato agora, democracia e liberdade, estar meio “batido”, me sinto na obrigação de me manifestar em apoio livre e irrestrito ao estado democrático, não aquele defendido pelo mais novo ditador da América do Sul, Hugo Chávez, nem pelo defendido recentemente pelo nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando afirmou que fechar a maior rede de TV Venezuelana era apenas um problema venezuelano, mas uma democracia cuja força não está nos seus governantes, e sim em suas instituições e tem em sua ideologia a defesa dos interesses dos seus contribuintes. Você, leitor, pode até achar que estou requentando uma refeição de ontem, mas, sinceramente, democracia tem que estar no nosso menu de cada dia, por isso tato esse tema com tanto respeito. Por exemplo, fico atônito e preocupado quando vejo pessoas que se dizem indignadas com a perseguição ao nosso presidente quando a Polícia Federal indicia o seu irmão por “tráfico de influência junto ao Executivo pela venda de favores empresariais”, ou seja, mais um caso de corrupção, e pior, dentro da família do nosso presidente . Mas me preocupa muito quando esses mesmos defensores da democracia (todos se dizem assim), diante desses fatos, sugerem o fechamento de tais veículos da imprensa que divulgam essas notícias alegando “perseguição das elites”. Democracia é muito mais do que simplesmente ser eleito pelo povo e pronto. Democracia não é instituir um estado totalitário pelo voto, mas sim conviver constantemente com a crítica, com a oposição e, principalmente, com uma imprensa livre, livre para investigar, opinar e trazer ao público tais fatos. Essa democracia que os nossos chavistas defendem é uma “democracia venezuelana” que, sinceramente, não desejo para ninguém, muito menos para os venezuelanos.
O autor, Malcon A. Tafner, é professor