Geral

‘Gosto de desentupir esgoto’

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Para a maioria das pessoas, trabalhar na desobstrução de rede de esgoto seria uma dificuldade muito grande. E não pelo esforço físico necessário para a atividade, mas sim por causa do mau cheiro característico da rede. Pior ainda quando ocorre um entupimento. E o que dizer se o motivo da obstrução é uma carcaça de bicho? Mas para o alívio da população que vive em cidades, tem quem faça esse serviço com gosto.

É o caso do encanador de manutenção Claudemir Souza Meira, morador no Jardim Ouro Verde que trabalha no DAE há menos de três anos, mas muito antes já atuava na área. E para espanto de muitos, afirma que quer fazer cursos de aperfeiçoamento, mas continuar na profissão. Comunicativo, ele relatou situações do seu dia-a-dia ao JC. Leia a seguir. (IR)

JC - O que é mais comum achar em esgoto entupido?

Claudemir Souza Meira - Rato e preservativos. Isso é todos os dias. Mas também tem calcinha, sutiã, panos. E, às vezes, até bicho morto.

JC - Desde que trabalha no DAE, o que você achou mais fedido?

Meira - Um bicho morto que estava obstruindo a rede. Já estava diluindo... Acho que era cachorro.

JC - E vocês usam equipamento especial para desobstruir esgoto?

Meira - Usamos luvas. E depois que terminamos o trabalho, passamos álcool nas mãos e até no rosto para desinfetar.

JC - Você já sentiu ânsia de vômito ao fazer este trabalho?

Meira - Nunca, é meu trabalho e gosto do que faço.

JC - Quanto você ganha por mês?

Meira - Meu salário é de R$ 900,00 a R$ 1 mil.

JC - Pretende ir para outro setor, deixar de desentupir esgoto?

Meira - Não. Quero fazer cursos, aperfeiçoar, mas continuar nesta área.

JC - O que você diria à população sobre os entupimentos de esgoto?

Meira - Que é preciso ter mais consciência, não jogar as coisas no vaso, despejar óleo no ralo da pia.

Comentários

Comentários