Agora é oficial. Conforme o que o JC já havia adiantado, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, aprovou a necessidade de construção de um viaduto na passagem de nível existente na avenida Comendador José da Silva Martha. A informação foi confirmada ontem pelo engenheiro do DNIT Marco Antonio Blota, que comandou, em meados de junho, vistorias técnicas nas linhas férreas de Bauru, Pederneiras, Jaú e Dois Córregos e também é o responsável pelo relatório que apontará a obra para o local.
“O relatório já está em fase final de conclusão, mas realmente recomendarei a construção do viaduto. Isso é uma necessidade, pois há uma série de fatores que interferem na segurança do lugar, como a intensidade do tráfego e as dificuldade de visibilidade da ferrovia. Mas a razão principal é o volume de veículos, pois no dia da vistoria havia fila de carros passando por lá”, destacou Blota. O projeto da obra está orçado em cerca de R$ 7 milhões e, além da construção do viaduto, prevê uma rotatória.
O engenheiro do DNIT explicou que, para finalizar o relatório, está aguardando apenas o estudo do tráfego de trens na passagem de nível. “Já recebi da prefeitura o da contagem de veículos e estou esperando agora o do tráfego de trens, dados que reforçarão ainda mais a idéia do viaduto”, frisou. E, após a conclusão do documento, Blota esclareceu que o enviará à Diretoria de Infra-Estrutura Ferroviária do órgão para ser analisado e, posteriormente, poderá ser transformado em um projeto pleiteando verbas ao Ministério dos Transportes para sua realização.
“Ele pode ser encaminhado ao ministério junto com um pacote de pleitos de outros municípios. Daí, se houver verba disponível, pode ser feito convênio com as prefeituras e executa-se o projeto”, ressaltou Blota. Ele também acredita na viabilidade da iniciativa, fato para o qual ele destaca a importância de gestões políticas. “Creio que ele tem chances de se concretizar. E a interferência do deputado José Paulo Tóffano (PV) pode ajudar a incluir essa obra no pacote de realizações ministeriais”, salientou o engenheiro.
A prefeitura bauruense havia levantado dez pontos prioritários de obstáculos e problemas de mobilidade urbana nas passagens ferroviárias, mas decidiu priorizar apenas dois junto ao Ministério dos Transportes: o viaduto na avenida Comendador da Silva Martha, na baixada do Jardim Estoril, e o pedido de colocação de cancela no local onde os trilhos cortam a região que divide o Mary Dota ao Distrito Industrial I, perto da ponte Ayrton Senna. Apesar disso, Blota ressaltou que, por enquanto, trabalha apenas na viabilização do viaduto.
Além disso, em meados de junho, a juíza Regina Aparecida Caro Gonçalves, da Vara da Fazenda Pública de Bauru, acolheu os argumentos da ação civil pública proposta pelo promotor da Habitação e Urbanismo do Ministério Público Estadual (MPE), José Carlos Carneiro de Oliveira, que solicitava a instalação imediata de cancelas nas passagens de nível da linha férrea existentes na avenida Comendador José da Silva Martha e na rua Waldemar Ferreira.
Em seu despacho, a magistrada acatou a liminar determinando prazos de 30 dias para os equipamentos serem instalados pela prefeitura e pela América Latina Logística (ALL) nas duas vias e de 60 dias para a conclusão dessas obras e dos reparos onde as cancelas estejam inoperantes ou danificadas.
Na região
Além das vistorias em Bauru, o DNIT também realizou análises nas linhas férreas de Pederneiras, Jaú e Dois Córregos. Na primeira cidade, a visita concentrou-se em áreas de conflito próximas à Estação Ferroviária. Já em Dois Córregos a inspeção serviu de base para a elaboração de estudos para o alargamento de uma via situada sob a linha férrea que corta a cidade. Por fim, em Jaú o município apresentou a proposta de construção de um viaduto sob a linha férrea que passa pelo bairro Maria Luiza IV e a vistoria no local serviu para avaliação de viabilidade do projeto.
O acompanhamento técnico do DNIT às principais demandas dos municípios da região de Bauru em relação a demandas da malha ferroviária foi viabilizado, no final do mês de maio, pelo deputado José Paulo Tóffano (PV) através de gestão política junto ao órgão federal.
E, ao comentar as vistorias regionais, o engenheiro do DNIT, Marco Antonio Blota, informou que ainda não analisou as demandas dos três municípios por ainda estar debruçado sobre a questão do viaduto bauruense.